Microcréditos para microempreendedores

Microcréditos para microempreendedores

Provavelmente você não sabe o que é um microcrédito. Você e milhões de pessoas, não se preocupe.

O microcrédito é um empréstimo, uma capitalização para você viabilizar um negócio que tem em mente. Ou seja, uma injeção de dinheiro em um negócio que você quer fazer.

No microcrédito os juros são muito baixos, não são juros comerciais, normais.

No microcrédito assistido e orientado, uma pessoa acompanha você desde o início da sua ideia. Ela analisa o que você quer fazer. Com você, analisa para quem vai vender. Estuda quanto pode ter de receita, faturamento. Estima qual será o seu lucro nas vendas. A partir daí dimensiona um crédito inicial que considera a sua capacidade de pagá-lo, em quanto tempo.

Documentação e Garantias

Ah, você não tem documentos em ordem? Não consegue nem abrir uma conta bancária, quanto mais fazer um empréstimo convencional? Isso não importa. O agente de microcrédito – a pessoa que vai conhecer você, e o que você pretende fazer – vai ajudá-la da mesma forma.

O objetivo é que você possa desenvolver a sua ideia: produzir o produto que pretende vender ou oferecer o serviço que você quer prestar.

Parece mágica? Não é. Milhares e milhares de pessoas no Brasil já se beneficiaram do microcrédito.   Veja estas declarações na minha lista do Youtube.

Se o microcrédito é tão bom, por que o governo não o incentiva mais?

Não sei responder a esta questão. O fato que analisei – olhando os dados do BNDES – é que eles tiveram a seguinte postura nos últimos anos:

  • Bolsa Família (puramente assistencialista e que não gera renda e não tira ninguém da miséria, perpetuando a relação de assistência): R$ 29 bilhões;
  • Empréstimos a empresas do grupo JB (sim, do Joesley): R$ 14 bilhões;
  • Linha de crédito para microcréditos: R$ 1 bilhão.

Escrevi ao BNDES perguntando qual a política atual. Nenhuma resposta.

O Bolsa Família é um programa que gera votos para um governo que pretende ser liberal – mas no fundo é puramente populista. Quanto mais assistencialista, melhor. Tanto é que, com a Pandemia, estão querendo elevar o alcance do Bolsa Família para uma espécie de Renda Brasil, um “Bolsa Família ampliado”.

Trata-se de manter as pessoas na miséria, quanto mais melhor, e conquistar votos para se perpetuar no poder. Uma vergonha total e absoluta. É uma delícia descer numa cidade do Nordeste, vestir chapéu de cangaceiro e anunciar que vai fazer um Bolsa Família ampliado. Garante a reeleição. Mas mantém os pobres tão pobres quanto antes.

Campinas e o Microcrédito

Eu não sei o que acontece. Campinas tem muitas medalhinhas. Cidade mais inteligente do Brasil, por exemplo, é uma delas.

As estatísticas oficiais também são brilhantes: aqui, teoricamente, se investe mais em Educação e Saúde do que a Constituição define para os municípios. Aqui, enquanto o saneamento básico no Brasil atinge 50%, o índice de Campinas é de 98% ou mais.

Quando comecei a estudar Campinas, vi que havia 2 Campinas: uma oficial, outra ignorada. A ignorada é a da periferia da cidade, que teve terras invadidas: não há água encanada, não há esgoto, não há serviços básicos, não há asfaltamento – etc. O povo que “invadiu” as áreas periféricas é desconsiderado. Não entra nas estatísticas. Assim, as estatísticas oficiais são lindas – mas a realidade das pessoas da periferia e de terras invadidas é outra coisa.

Este “povinho sofrido”, que vive à margem das estatísticas oficiais, precisa sim de apoio. Muito apoio. Não podemos ignorá-los, como se fossem párias da sociedade. É preciso que os vereadores da cidade atentem também para essa população. E desenvolvam programas para inseri-los na cidadania da cidade. O microcrédito é apenas uma das ferramentas para isso, na medida em que transforma desempregados em microempreendedores, por exemplo. Há muito a ser feito.

Recomendo que você assista a live NOVO NA WEB, com o especialista no assunto, Fábio Boa Sorte. Você vai gostar!

 

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Cidades Inteligentes, Prefeituras Digitais

Cidades Inteligentes, Prefeituras Digitais

Cidade Inteligentes, Prefeituras Digitais?

Excetuando-se Brasília, uma cidade 100% planejada, construída na marra no meio do nada no Planalto Central e “lançada” em 1960, cidades se assemelham a organismos vivos – que não nascem de forma planejada. Cidades não são criadas por comissões de planejamento central.

Cidades, tal qual um organismo, têm capacidade de se adaptarem às mudanças. Como? Através das ações de milhares ou mesmo milhões de indivíduos – a maioria estranha entre si – que em seu trabalho diário modifica paulatinamente a cidade. Cidades acabam tendo uma vida própria que é continuamente modificada pela totalidade de seus cidadãos: nas decisões pessoais que tomam e nas decorrentes ações que diariamente realizam.[i]

Cidades Inteligentes são aquelas em que seus cidadãos pensam como empregar tecnologias digitais para resolver seus principais problemas e atender às maiores demandas existentes.

Esses cidadãos se juntam a grupos (públicos ou privados) que se formam com o objetivo de selecionar e implementar as melhores ideias – ou aquelas que podem produzir o maior impacto positivo na vida dos seus cidadãos. As soluções nascem de baixo-para-cima (bottom-up).

Dificilmente soluções de cima-para-baixo (top-down) são implementáveis, por justamente perderem a conexão e sintonia fina com as demandas de seus cidadãos. Um planejador central é capaz de inventar soluções usando tecnologia digital – sem consultar os cidadãos – mas não é capaz de garantir que essas soluções serão efetivas em custos e mesmo realmente impactantes nas vidas dos cidadãos.

Em síntese, Cidade Inteligente é aquela que usa a inteligência de sua coletividade engendrando e implementando soluções com o uso de tecnologias digitais (de processamento e de comunicação).

Prefeitura Digital é aquela que se preocupa em oferecer todos os seus serviços de forma digital, sem necessidade de atendimentos presenciais. Com a menor burocracia possível. De preferência, sem qualquer custo para os cidadãos e para os empresários.

A importância de digitalizar serviços públicos nas Cidades

As cidades são uma das maiores e mais importantes criações da humanidade, que antes vivia em bandos e de forma nômade. Quando esses bandos começaram a se agrupar e tentar se proteger das intempéries, animais peçonhentos e mesmo outros grupos de humanos, escolheram locais próximos a fontes de água ou que, por sua localização, próxima a portos ou no meio de rotas de mercadorias, surgiram as cidades.

E as cidades cresceram e cresceram. Em 2000, 47% da humanidade já não vivia em áreas rurais, tendo migrado para as cidades. Estima-se que em 2050, 75% da humanidade vai estar vivendo em cidades![ii]

Esta recente e acelerada migração do campo para as cidades gerou favelas nos maiores centros urbanos, pois as cidades não estavam preparadas para receber e absorver um contingente tão grande de pessoas em tão pouco tempo. Os maiores centros urbanos (ou megacidades ou ainda metrópoles) são justamente os que mais atraem as pessoas do campo – por apresentarem, em tese, o maior potencial de oferta de educação e trabalho com acesso à moradia.

Quem sai do campo, vende tudo o que tem e vai para a “grande cidade”. E rapidamente descobre que é economicamente inviável morar no centro ou em bairros vizinhos ao centro, tendo de se deslocar para as periferias nos limites geográficos das cidades. Também o acesso a educação e ao trabalho nessas regiões periféricas é escasso – demandando intenso deslocamento pessoal para trabalhar e ou estudar em bairros mais “centrais”.

Esse é um círculo vicioso e destrutivo. Cidade grande atrai mais gente, gera mais favelados, cresce mais, atrai mais gente, aumenta o número de favelados – e assim vai. Não é à toa que em 2020 temos mais de 1 bilhão de pessoas vivendo em favelas nas maiores cidades do planeta – o que só vai aumentar até 2050.

O curioso caso de Brasília

Brasília, construída de forma 100% planejada (de forma centralizada), após sua inauguração, descobriu que não planejara onde iriam viver os mais de 30.000 operários que a construíram.

Na imaginação do “planejador central”, essas pessoas voltariam para suas cidades de origem. Não voltaram. Rapidamente criaram o conceito de cidade-satélite para abrigar esse pessoal, incentivando a construção de pequenas moradias populares, a preços módicos ou – dependendo da construtora, sem custo. Esse pessoal escreveu a seus parentes que viviam em outros municípios brasileiros: “vem para cá que além de trabalho fácil estão até dando casa para o trabalhador…”.

Não é preciso ser um gênio para imaginar o que aconteceu. Milhares e milhares de parentes venderam tudo e se mandaram para Brasília, onde nem havia tanto emprego e muito menos mais moradias de graça ou a custos subsidiados.

O resultado: Brasília tem hoje a segunda maior favela do Brasil (a primeira maior fica no Rio de Janeiro). Além de outras favelas que estão se expandindo para além dos limites do próprio Distrito Federal…

Essa favelização crescente nas grandes cidades é difícil de estancar. Segundo o Wikipedia, “as favelas existem em todos os países e tornaram-se um fenômeno global. Um relatório da UN-Habitat afirma que, em 2006, havia cerca de 1 bilhão de pessoas vivendo em favelas na maioria das cidades de América Latina, Ásia e África, e um número menor nas cidades da Europa e América do Norte. Em 2012, de acordo com a UN-Habitat, cerca de 863 milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento viviam em favelas. Destes, a população urbana em favelas em meados do ano foi de cerca de 213 milhões na África Subsariana, 207 milhões na Ásia Oriental, 201 milhões no Sul da Ásia, 113 milhões na América Latina e Caribe, 80 milhões no Sudeste da Ásia, 36 milhões na Ásia Ocidental e 13 milhões de pessoas no Norte da África. Entre os países, a proporção de residentes urbanos que vivem em áreas de favelas em 2009 era maior na República Centro-Africana (95,9%), Chade (89,3%), Níger (81,7%) e Moçambique (80,5%).[iii]

Para atender as demandas desses cidadãos que migram para as grandes cidades, gerando necessidade de investimentos ADICIONAIS em saneamento básico, calçamento, asfaltamento, infraestrutura de transportes, escolas, postos de saúde, segurança – e por aí vai. A lista é grande. O dinheiro arrecadado com impostos será cada vez mais insuficiente para dar conta de todos os investimentos e gastos necessários. Os impostos aumentam ano a ano de forma vegetativa, acompanhando o crescimento da população “original” da cidade e das empresas locais, bem como o ritmo da economia. Já as necessidades geradas pelos “cidadãos novos entrantes” geram picos sucessivos e cada vez maiores de necessidade de aplicação em investimentos e despesas ao menos nas áreas de educação, saúde, saneamento, transporte e segurança. Não é tarefa simples nem fácil. Mas certamente um dos caminhos para que a cidade atenda a essas demandas é passar por um processo de transformação digital, reduzindo a necessidade de atendimentos presencias e reduzindo custos com a digitalização dos serviços.

Cidades Inteligentes: mobilidade urbana é fundamental

Cidades Inteligentes não são cidades desenhadas para automóveis, como as que temos visto sendo desenvolvidas desde os anos 50-60. São cidades orientadas para PESSOAS. Onde o indivíduo é a coisa mais importante da cidade. O automóvel não tem o papel principal – ele é secundário.

Cidades Inteligentes são cidades onde seus cidadãos podem interagir com muita facilidade, trocando ideias, sugestões etc. com capacidade de encaminhá-las para grupos (públicos e ou privados) que possam dar continuidade ao que foi sugerido e acompanhar sua eventual aplicação para a comunidade. Por exemplo, wi-fi aberto em todas as praças, para viabilizar isso, é fundamental. Praças não são só um ambiente de passeio: são um espaço de convivência e interação.

Cidade Inteligentes se preocupam em oferecer serviços de alta qualidade a custos muito baixos. Reduzindo a burocracia. Reduzindo a necessidade de deslocamento físico para o que quer que seja. Usando, ao máximo, as tecnologias de internet e comunicação, através de aplicações em dispositivos móveis (celulares), para acesso a todos serviços disponíveis.

Cidades Inteligentes têm Prefeituras que se preocupam com Tecnologia e Inovação – e “abrem” secretarias para cuidar especificamente desse tema. São Paulo, de longe a maior metrópole da América do Sul, só recentemente criou uma “Secretaria de Tecnologia e Inovação” e, graças a ela, está dando os primeiros passos para converter a Prefeitura num centro de serviços digitais, descentralizando tudo para todas as subprefeituras inclusive.

Campinas pode seguir a mesma trilha, criando a sua secretaria de Tecnologia e Inovação. Podemos transformar Campinas no Vale do Silício da América Latina. Tecnologia nós temos, de sobra. Universidades que fabricam talentos. Empresas que absorvem e geram inovações, idem. O que falta? Alguém que, como um maestro, dirija essa sinfonia de talentos na nossa cidade – levando essas tecnologias para os campineiros, em primeira mão. E exportando esse “know-how” para outras cidades do Brasil. Campinas já é a segunda do Estado em número de startups de acordo com o levantamento da “Abstartups”, tendo 144 empresas desse tipo na região, perdendo apenas para a capital[iv]. Também Campinas foi eleita a cidade mais inteligente e conectada do país no Ranking Connected Smart Cities, em 2019. Foi a primeira vez que uma cidade que não é capital ficou na primeira posição do ranking. São Paulo ficou em segundo e Curitiba, em terceiro.[v] A posição do município, segundo a organização do ranking, só foi possível pela presença de universidades, parques científicos e tecnológicos e institutos de pesquisa na região. A Unicamp é destacada principalmente pela contribuição da Agência de Inovação (Inova) e pelo projeto do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS), do qual é uma das instituições responsáveis.[vi]

A Estônia, um país de origem comunista que praticamente é do tamanho de Campinas, digitalizou tudo. Por que não podemos seguir um caminho similar???[vii]

Como acompanhar essa demanda que excede o crescimento vegetativo das cidades? Como ter uma Prefeitura Digital?

A única forma da cidade acompanhar a demanda crescente por serviços é mudar o seu padrão de gestão de sua prefeitura – bem como sua mentalidade (mindset). Coisas que podem ser feitas:

  • Digitalizar todos os serviços da prefeitura, de modo que o cidadão (ou mesmo o empreendedor) possam obter quaisquer documentos (alvarás, certidões, guias de pagamento, licenças, aprovação de contratos etc.) sem necessidade de deslocamento físico (reduzindo a pressão sobre investimentos em transportes, alargamentos de vias, etc.) e sem taxas para os cidadãos e empresários (que passarão a recolher impostos recorrentes no futuro, elevando as receitas). É a isso que chamo de PREFEITURA 100% DIGITAL.
  • No caso de serviços que podem (ou realmente precisam) ter atendimento presencial, implantar esses serviços em sub-regiões, dentro do moderno conceito de mobilidade urbana, onde todos os serviços necessários devem estar a no máximo 15 minutos de caminhada. Em outras palavras, descentralizar os serviços presenciais ao máximo. Isso também reduz a pressão sobre investimentos em transportes, alargamentos de vias etc. Contribui para que a cidade tenha menos poluição e seja mais agradável de se viver e trabalhar;
  • Ter uma política de impostos menores para regiões mais periféricas, tornando mais atrativa a instalação de comércio e serviços. Esses impostos menores podem se extinguir num prazo determinado que seria necessário para os empreendedores recuperarem seus investimentos iniciais;
  • Destruir o conceito de “fiscal”, trocando-o por “Consultor de Empresas”. O fiscal procura erros para poder multar. O consultor procura erros para poder orientar e incentivar o empreendedor a melhorar seu negócio. Multas inviabilizam muitos negócios. Consultoria agrega valor aos negócios, potencializando mais receitas e, derivadamente, o recebimento de mais impostos de forma recorrente (o que é muito mais inteligente). O os negócios podem ser acompanhados à distância, via internet.
  • Abrir uma caixinha de sugestão digital para os cidadãos. Ideias bem formuladas e que gerem economias expressivas poderão ser premiadas pela Prefeitura, incentivando os cidadãos a contribuírem com sua inteligência. Ou seja, usar a inteligência coletiva de forma produtiva para a cidade – e não “política” no sentido de promoção da politicagem. Tudo via internet, é claro.
  • Dirigir todo e qualquer recurso advindo de multas de qualquer espécie primariamente para a educação. Isso vale para o trânsito, para empresas contraventoras etc.
  • Nos casos em que a Prefeitura não tem ainda, criar uma secretaria nova, especificamente orientada a “Tecnologia e Inovação”, incentivando startups, pesquisas em universidades e empresas desenvolvedoras de softwares e sistemas. O conceito é facilitar que inovações tecnológicas, que tragam reduções em custos, sejam rapidamente implantadas na cidade (em Campinas temos um Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, formado em 2014. Que se reúne 1 vez por mês.).
  • Tendo uma Secretaria de Tecnologia e Inovação, adotar explicitamente o conceito de “benchmark” ou “benchmarking”: buscar e adotar as melhores soluções de digitalização de outras cidades brasileiras, que comprovadamente estejam apresentando resultados para seus cidadãos! Nem sempre é preciso reinventar a roda!

Algumas Cidades Brasileiras com Projeto de Digitalização

Campinas – IPTU DIGITAL

Presidente Prudente

Vinhedo – Central  Digital

 

 Link para Novo na WEB com o tema deste artigo: https://www.facebook.com/watch/?v=638627770189440&extid=3rYypAn9jeNE4JTR

 

 

 

[i] Cidade Inteligentes: por que, para quem? Lucia Santaella – 2016 – páginas 60 a 61

[ii] UNWUP – United Nations in the World Urbanisation Prospects

[iii] Wikipedia – Favela

[iv] ACidadeOn Campinas

[v] G1 -Campinas é eleita cidade mais inteligente e conectada do país

[vi] O papel da Unicamp para a escolha de Campinas como a cidade mais inteligente do Brasil

[vii] A transformação digital da Estonia

 

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Campinas pode ser uma Cidade Simples, Leve e Eficiente?

Campinas pode ser uma Cidade Simples, Leve e Eficiente?

Cada real cobrado na forma de impostos é um real a menos em consumo ou em investimento.

Esse real vai para o governo que, de forma 100% centralizada, decide como, quando e onde ele deve ser utilizado.

 

Problemas decorrentes:

  • Esse real é gasto em coisas que as pessoas precisam, querem ou realmente necessitam?
  • Quanto mais reais o governo recolhe, fica maior e mais pesado. Esse dinheiro é bem gasto? Ou há ineficiências e desperdícios?
  • O governo começa a abrir empresas e competir com a iniciativa privada. Sem o compromisso de ser uma empresa lucrativa. E quem paga seus prejuízos é sempre você. Não há como ter empresas lucrativas quando se paga até 3 vezes o salário médio de mercado na iniciativa privada…
  • O governo começa a aumentar a burocracia, criando leis e mais leis, complicando a vida dos cidadãos (empregados e empresários). Para isso, incha: contrata cada vez mais funcionários, sem preocupação com o tamanho da máquina.
  • Quando o dinheiro arrecadado já não é suficiente para pagar empresas improdutivas e uma estrutura de pessoal pesada, aumenta mais os impostos

 

Cidade Simples, Leve e eficiente:

 

Eficiente –  nos serviços: capaz de fazer mais com menos.

 

  • Menos leis e leis simplificadas
  • Menos burocracia
  • Menos gente para cuidar de papelada
  • Menos empresas ineficientes


Foco – no essencial

  • Estrutura administrativa enxuta, transparente e focalizada em serviços essenciais: saúde, segurança e educação
    • Sem falta de vagas em creches
    • Sem falta de vagas no ensino básico
    • Sem filas nos hospitais (para consultas e cirurgias)
    • Com segurança nas escolas e nos 478 bairros da cidade


Leve – estrutura só para o que interessa

  • Contas públicas equilibradas, para pesar menos no bolso dos contribuintes
  • Secretarias adequadas à realidade nos nossos tempos
    • Não temos Secretaria de Tecnologia e Inovação
    • Não temos Secretaria do Empreendedor (temos várias Secretarias que poderiam ser ajustadas, fundidas)
  • Servidores públicos remunerados por mérito e eficiência (tempo de serviço como fator de aumento tem de ser abandonado)
  • Prefeitura 100% Digital – integrada aos serviços digitais do Estado e da Federação
  • Cidade sem empresas “administradoras” (que incentivam e viabilizam a corrupção, pela diminuição da transparência)
  • Parcerias, concessões e privatizações para a infraestrutura (boas vindas ao capital privado – sem necessidade de se endividar ou elevar impostos)
  • Serviços acessíveis nos bairros e distritos (não é possível ter uma cidade onde tudo que é importante só está no seu centro).

 

Campinas precisa renovar sua prefeitura, Prefeito e Câmara de Vereadores (aqui são 33) – se de fato quiser se tornar uma cidade simples, leve e eficiente. Se continuar crescendo nos moldes atuais, viver aqui será cada vez mais caro e menos prazeroso. E isso ninguém quer, nem para si, nem para sua família.

 

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Passsando o chapéu

Passsando o chapéu

PARA NÓS DO NOVO, VOCÊ É QUEM DECIDE COMO, QUANDO E ONDE VAI USAR SEU DINHEIRO.

 

O PARTIDO NOVO NÃO USA O SEU DINHEIRO INDIRETAMENTE.

O Partido Novo não usa dinheiro de Fundão ou de Fundo Eleitoral para financiar campanhas políticas. Cada candidato financia sua própria campanha, usando dinheiro próprio e dinheiro arrecadado de pessoas que simpatizam com seus projetos e bandeiras.

SE NOSSAS IDEIAS CONTRIBUEM, INVISTA DIRETAMENTE NO CANDIDATO DO NOVO QUE TEM PROPOSTAS QUE VÃO MELHORAR SUA VIDA

Vereadores tem que fazer bons projetos para a cidade, criando leis novas, eliminando antigas. Além disso, tem que fiscalizar a prefeitura para garantir que o dinheiro seja gasto corretamente, de acordo com o planejado no orçamento elaborado sempre no ano anterior.

Você deve escolher a e apoiar candidatos que pretendem melhorar a vida de todos cidadãos – e se afastar daqueles que só pensam em se reeleger ou tem propostas que beneficiam a pequenos grupos de pessoas.

Escolha candidatos que tem propostas que vão melhorar sua vida pessoal (e a de seus familiares, filhos e dependentes) ou sua vida empresarial (como empreendedor, por exemplo).

Você estará investindo não num candidato: você estará investindo em projetos que podem melhorar o seu futuro.

 

CONHEÇA ALGUNS TEMAS QUE PRETENDO DEFENDER NO LEGISLATIVO DE CAMPINAS

  • MAIS TECNOLOGIA PARA SIMPLIFICAR E BARATEAR A SUA VIDA, como pessoa ou como empresário. Que tal um Prefeitura 100% Digital (todos serviços online)? Que tal não precisar mais ir em filas para marcar cirurgias e consultas em hospitais públicos (tudo via celular)?
  • EDUCAÇÃO PÚBLICA: CRECHES E ESCOLAS PARA TODOS. Imagine o quanto você poderia economizar se não precisasse colocar seus filhos em creches ou escolas particulares! Faça as contas…
  • EMPREENDEDOR SIM, DESEMPREGADO NÃO: é preciso incentivar programas de microcrédito num mundo em que há cada vez menos vagas de trabalho. Nada de ficar desempregado. E uma ajuda para começar a empreender é fundamental.

ONDE O DINHEIRO DAS CONTRIBUIÇÕES VAI SER GASTO?

O dinheiro das contribuições vai ser essencialmente gasto em comunicação. No meu caso, preciso contar para as pessoas quem sou e o que proponho. Hoje em dia – sem a possibilidade de fazer reuniões devido à pandemia – os custos serão basicamente de marketing digital, na Internet. São necessários – em Campinas – pelo menos 17 mil votos para eleger um vereador. O custo de comunicação por eleitor é de pelo menos 5 reais. Logo, o montante mínimo que preciso é de 85.000 reais. O ideal seria atingir 100.000 reais.

COM QUANTO CONTRIBUIR? PRECISO DA SUA AJUDA!!!

Com qualquer valor a partir de 10 reais. Note que – pela lei – você não pode contribuir com mais de 10% do seu rendimento do ano anterior, declarado no seu imposto de renda. Contribuir é muito fácil: basta dar um clique no botão DOAR AGORA!
doar agora

Lembre-se que os demais partidos estão usando dinheiro público – e o NOVO é a única exceção. Se eu não tiver contribuição de vocês, candidatos de outros partidos vão “aparecer” para o público e eu não, reduzindo muito as possibilidades de me eleger (o que ocorre com todos candidatos do NOVO). Por isso, sua contribuição é fundamental para mim ou para qualquer pré-candidato do Novo!

QUANDO CONTRIBUIR?

Quanto mais cedo melhor. Nestas eleições as propagandas vão iniciar em 27 de setembro. Mas já temos que preparar todo material: artes, anúncios, fotos, etc.

VOCÊ JÁ CONTRIBUIU?

Agradeço de coração se você já fez alguma colaboração. Você pode efetuar outras contribuições, sem problemas, até o mês de novembro, quando teremos as eleições de 2020.

Ajude a renovar Campinas.

Eu conto com você. O NOVO conta com você. Conte com o NOVO.

Logomarca Conte com o Novo

 

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A transfomação digital da Estônia

A transfomação digital da Estônia

Estônia, um exemplo de transformação digital

A tecnologia se consolidou como uma importante ferramenta para solucionar as demandas da sociedade. A internet já é tecnologia de ponta em muitos países – como a Estônia, um país com uma população praticamente do tamanho de Campinas: 1.300.000 habitantes

Ela hoje é responsável para construir diálogos entre cidadãos, empresas e órgãos governamentais.

O país era um caos organizacional até 1991, sem infraestrutura e sem administração – mas contava com líderes engajados que queriam reerguer o país, assim que ficou independente da União Soviética. Foi quando iniciou sua transformação digital

Nessa época, com a ascensão da internet, os estonianos encontraram na tecnologia uma oportunidade de fazer o que nenhuma outra nação que se adaptava ao mundo digital fez: criar um governo menos burocrático e mais colaborativo, pautado pela digitalização.

Tinham pouco dinheiro para investir. E queriam fornecer para a população serviços de excelente qualidade.  Tendo poucos recursos para investir, estabeleceram um plano de metas a serem atingidas até o ano 2000.

Esse plano envolvia treinar a população numa cultura digital.  Instalaram computadores com acesso à internet em todas as escolas e desenvolveram uma identidade digital para cada cidadão, que era pessoal e intransferível. Esse foi o início de todo processo.

A Estônia é hoje considerada como um dos maiores laboratórios de digitalização. Se transformou numaa referência mundial em termos de governo digital. Lá é possível ter acesso a quase todos os serviços públicos a partir de casa, sem precisar ir a nenhum órgão do governo e enfrentar filas e burocracia.

Mais de 98% da população já possui a identidade digital e pode, pela internet, abrir empresas, pagar impostos, registrar recém-nascidos, fechar contratos, matricular o filho na escola, marcar consultas médicas e até mesmo votar. Essas medidas economizam anualmente na Estônia aproximadamente 2% do PIB, o que no Brasil significaria aproximadamente R$ 120 bilhões ao ano. Quase cem por cento de seu governo é digital. 

A desburocratização de seus sistemas trouxe mais facilidade e praticidade às operações realizadas pela sociedade. Exemplos: é possível abrir uma empresa em 15 minutos, criar uma conta em um banco em apenas 24 horas e até mesmo participar das eleições pela internet.

Foi preciso percorrer um longo caminho para alcançar esse patamar e se consolidar como uma potência tecnológica, muito à frente de outros países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – consideradas as maiores economias mundiais.

Hoje em dia, quase 30 anos depois de ter iniciado este processo, a Estônia nos prova que governos que não digitalizam serviços  perdem, cada vez mais, a capacidade de governar com custos de atendimento decrescentes – e tem na burocracia um dos maiores entraves ao crescimento saudável da economia.

Governos que permanecem “analógicos” se tornam cada vez mais ineficientes, paquidérmicos – e sem capacidade de reduzir a carga tributária cobrada de cidadãos e de empresas. Outras iniciativas em países como a Índia e o Chile também mostram resultados muito positivos e comparáveis com os da Estônia.

 

O que é, na prática, um governo digital?

Governo digital é um governo que se transforma em plataforma tecnológica. Isso vale para a Federação, os Estados e os Municípios.

Para construir uma democracia inteiramente digital, ou algo muito próximo disso, é necessário somar esforços para criar alinhamento entre políticos, juristas e especialistas em segurança da tecnologia.

Foi assim que a Estônia elaborou um processo sustentado basicamente sobre três pilares:

  • o registro nacional, que armazena dados de cadastro da população pelo governo;
  • o cartão de identidade digital, que traz informações no âmbito jurídico, as quais garantem identificação e assinatura digital e
  • o desenho de leis baseadas na tecnologia, a fim de sustentar esse ecossistema.

 Atualmente, estima-se que dos 1,3 milhão de habitantes da Estônia (pouco maior que a população de Campinas), 98,2% possuem uma espécie de RG digital, em forma de Smartcard, que oferece à população acesso a mais de 500 serviços governamentais gratuitos.

Para utilizar, basta o cidadão validar a operação com um PIN, de forma semelhante ao que ocorre no Brasil com os cartões de débito e crédito.

Além disso, desde 2011, também é possível identificar os cidadãos pelo celular via Simcards especiais, os quais contêm um certificado digital e dois códigos de PIN para identificação.

Para utilizar qualquer serviço, portanto, basta ter acesso à internet e um leitor de Smartcard. Caso o cidadão não tenha essa estrutura é possível encontrar locais públicos, como bibliotecas, que disponibilizam computadores e leitores com internet gratuitamente e com segurança.

O país ainda oferece cem por cento de cobertura de Wi-fi (coisa hoje inimaginável num país com dimensões continentais, como o Brasil – mas perfeitamente possível para cidades-metrópole como Campinas) …

Na Estônia, todas as informações contidas na identificação digital dos cidadãos não podem, no entanto, ser armazenadas em mais de um local, conforme definido em lei. Isso significa que dados como nome, data de nascimento, endereço, informações bancárias, entre outras, devem estar cadastradas em uma única base de dados.

Dessa forma, para gerir essa estrutura, a Estônia desenvolveu uma rede chamada X-Road, que permite o compartilhamento de informações entre diferentes sistemas de maneira segura – e é dado ao cidadão, ainda, o benefício de determinar quais informações estarão disponíveis, quem terá acesso a elas e por quanto tempo.

Aqui no Brasil é impossível, hoje, se pensar nisso. Por exemplo, se você se aposenta, seus dados de aposentadoria, renda, telefones de contato e tudo mais vão para na mão de bancos, financeiras, empresas de crédito, empresas de cartões – que chegam a fazer mais de 40 ligações diárias para oferecer seus “empréstimos consignados”. Importunando sua vida como cidadão e sem ter de obter qualquer autorização sua para fazê-lo.            

No caso da Estônia, o compartilhamento de informações por meio da rede X-Road facilita a utilização de serviços interligados. Se uma pessoa consulta um médico, por exemplo, e recebe uma prescrição, as informações poderão ser acessadas por um farmacêutico.

Com isso, a Estônia vem fortalecendo a digitalização do governo de maneira segura e possibilitando que a sociedade desfrute de serviços de forma rápida e eficiente. Para se ter ideia do todo, há apenas três situações que exigem a presença física de um cidadão em uma instituição governamental: casamento, divórcio e transferência de titularidade de imóvel.

No mais, todo o funcionamento do país é digital.