Campinas: Cidade Inteligente, com Prefeitura 100% Digital

Campinas: Cidade Inteligente, com Prefeitura 100% Digital

Quero que Campinas seja realmente uma cidade inteligente e, mais do que isso, uma cidade humana e sustentável.

A Prefeitura de Campinas é a principal protagonista para que isso aconteça, como responsável pela gestão do município e pela oferta de serviços a todos que residem na cidade, exercendo suas atividades pessoais, estudantis, profissionais e empresariais.

Para que isso ocorra, é preciso um horizonte de planejamento de pelo menos dez anos.

Isso excede, é claro, a duração dos mandatos do Legislativo e do Executivo. O objetivo de tornar uma cidade humana e sustentável é quase que um “plano de estado” – e não de um único governo. No nosso caso, um “plano do município” – que não pode ser realizado no horizonte de 4 anos.

O ponto de partida da digitalização é o mapeamento e diagnóstico da situação atual.

Em Campinas isso foi feito.  Foram mapeados:

  • os principais sistemas informatizados existentes na prefeitura (o que existe e o que ainda falta fazer para ela ser 100% digital);
  • a infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da cidade e os respectivos serviços disponibilizados aos cidadãos.

Tudo isso está num material excelente produzido por um “Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação”, encabeçado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo. Esse material chama-se “Planejamento Estratégico Campinas Cidade Inteligente 2019-2029”, apelidado de “PECCI”. O PECCI é o material de referência básico de 90% desta publicação.

Precisamos de uma Secretaria de Tecnologia e Inovação?

Esse Conselho Municipal teve a participação de várias autoridades e especialistas de Campinas, que fez um trabalho de altíssima qualidade.

Entretanto, no meu sentimento, a meu ver está faltando na estrutura da Prefeitura uma Secretaria de Tecnologia e Inovação, que encabece esse planejamento e o viabilize como sua responsabilidade principal.

Se for possível fazer um projeto de lei neste sentido, essa é uma de minhas bandeiras. Em São Paulo ocorreu algo semelhante e o plano de digitalização de todos os serviços só saiu do papel para a prática quando foi criada uma secretaria específica de Tecnologia e Inovação, que tem atuado firmemente desde 2016.

Conclusões sobre o Mapeamento realizado

As soluções mapeadas mostram que Campinas é uma cidade que aparentemente está na vanguarda do desenvolvimento de uma “cidade digital”.

De “cidade digital” para “cidade inteligente”, entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido. A cidade inteligente pressupõe a participação dos cidadãos na criação dessa inteligência – e isso ainda não ocorre porque a produção de soluções e sistemas tem baixa participação da sociedade.[i]

Tornar-se uma cidade inteligente é complexo e exige muita disciplina por parte de seus atores, principalmente dos gestores públicos. Por exemplo, em Campinas, cada secretaria mapeia a cidade de forma diferente, adotando soluções para as áreas que cada uma delas enxergam. Essas soluções não se integram às necessidades das outras secretarias – e isso gera o que tecnicamente se chama de “silos digitais”.

Então, neste caso, antes de sair gerando soluções, é preciso integrar entre as secretarias a visão que se tem do município. Este é mais um motivo para ter-se uma secretaria específica para Tecnologia e Inovação, que ajude a integrar as diferentes visões que se tem do município, evitando-se desenvolver soluções que não conversam entre si – e que assim diminuem o retorno (em serviços úteis para os cidadãos) sobre os investimentos realizados.

Impactos e importância da digitalização de serviços

A digitalização de serviços – aliada a uma boa infraestrutura de telecomunicações –  impacta – e muito – várias questões ligadas a mobilidade urbana. Reduz drasticamente o deslocamento para os centros (para obter por exemplo serviços da prefeitura e suas empresas associadas), viabiliza mais “home offices”, mais “home schools”, integra os serviços de postos de saúde e hospitais – a lista é longa. Havendo menos deslocamentos, há menos poluição. Diminui a necessidade de investir em obras faraônicas (como BRT) para viabilizar o transporte de bairros periféricos para os centrais. E vai por aí, viabilizando que a cidade seja cada vez mais voltada para as pessoas e não para os automóveis.[ii]

Pode-se dizer – sem estar exagerando – que se não houver digitalização com tecnologias de Internet e comunicação, a cidade ficará sem possibilidade de promover seu crescimento sustentável.

O desenvolvimento sustentável é definido como “O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades.[iii]

Isso já foi pensado por mais de 193 Nações – e produziu na ONU a conhecida “Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas”. Essa agenda é o grande pano de fundo de todo e qualquer planejamento urbano e serve perfeitamente para nortear a escolha de soluções para uma Cidade Inteligente – soluções que esteja alinhas com os compromissos do desenvolvimento sustentável, permitindo que todas decisões sejam tomadas de forma mais racional e coerente.

Campinas pode rapidamente se transformar num Vale do Silício da América Latina. Um espaço onde se promove a inovação com soluções alinhadas com o conceito de desenvolvimento sustentável.

Os atores que vão contribuir para esta jornada de transformação da nossa cidade são diversos: startups, pequenas, médias e grandes empresas, pesquisadores das universidades e centros de pesquisa e inovação (de Campinas e até de outros municípios).

“O PECCI não só estabelece uma trajetória de futuro para a transformação digital de Campinas rumo a uma cidade inteligente, humana e sustentável, como também a coloca como referência para iniciativas de mesma natureza em outras localidades”. [iv]

Para implementar o que o PECCI propõe muita coisa precisa acontecer na nossa cidade, muitas passando pelo Legislativo, como criação ou modificando de leis, normas e regulamentos já existentes. Se tivermos uma Secretaria responsável, ela poderá cuidar de ações ligadas a governança do plano, ações voltadas para a melhoria da infraestrutura, ações para a implementação de projetos, captação de recursos, o estabelecimento de metas e indicadores e outras não menos importantes – dentro de um cronograma consistente (coisa que se tem pouca afinidade aqui em Campinas). O caminho se faz ao caminhar. E a jornada para termos uma cidade realmente inteligente com uma prefeitura 100% digital apenas começou. Há muito trabalho a ser feito.

 Logomarca Conte com o Novo

[i] Site Conte com o Novo – Cidades Inteligentes, Prefeituras 100% Digitais

[ii] Site Conte com o Novo – Mobilidade Urbana ou Mobilidade Humana?

[iii] Plataforma Agenda Sustentável –  A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

[iv] PECCI – Planejamento Estratégico Campinas Cidade Inteligente

 

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Cidades Inteligentes, Prefeituras Digitais

Cidades Inteligentes, Prefeituras Digitais

Cidade Inteligentes, Prefeituras Digitais?

Excetuando-se Brasília, uma cidade 100% planejada, construída na marra no meio do nada no Planalto Central e “lançada” em 1960, cidades se assemelham a organismos vivos – que não nascem de forma planejada. Cidades não são criadas por comissões de planejamento central.

Cidades, tal qual um organismo, têm capacidade de se adaptarem às mudanças. Como? Através das ações de milhares ou mesmo milhões de indivíduos – a maioria estranha entre si – que em seu trabalho diário modifica paulatinamente a cidade. Cidades acabam tendo uma vida própria que é continuamente modificada pela totalidade de seus cidadãos: nas decisões pessoais que tomam e nas decorrentes ações que diariamente realizam.[i]

Cidades Inteligentes são aquelas em que seus cidadãos pensam como empregar tecnologias digitais para resolver seus principais problemas e atender às maiores demandas existentes.

Esses cidadãos se juntam a grupos (públicos ou privados) que se formam com o objetivo de selecionar e implementar as melhores ideias – ou aquelas que podem produzir o maior impacto positivo na vida dos seus cidadãos. As soluções nascem de baixo-para-cima (bottom-up).

Dificilmente soluções de cima-para-baixo (top-down) são implementáveis, por justamente perderem a conexão e sintonia fina com as demandas de seus cidadãos. Um planejador central é capaz de inventar soluções usando tecnologia digital – sem consultar os cidadãos – mas não é capaz de garantir que essas soluções serão efetivas em custos e mesmo realmente impactantes nas vidas dos cidadãos.

Em síntese, Cidade Inteligente é aquela que usa a inteligência de sua coletividade engendrando e implementando soluções com o uso de tecnologias digitais (de processamento e de comunicação).

Prefeitura Digital é aquela que se preocupa em oferecer todos os seus serviços de forma digital, sem necessidade de atendimentos presenciais. Com a menor burocracia possível. De preferência, sem qualquer custo para os cidadãos e para os empresários.

A importância de digitalizar serviços públicos nas Cidades

As cidades são uma das maiores e mais importantes criações da humanidade, que antes vivia em bandos e de forma nômade. Quando esses bandos começaram a se agrupar e tentar se proteger das intempéries, animais peçonhentos e mesmo outros grupos de humanos, escolheram locais próximos a fontes de água ou que, por sua localização, próxima a portos ou no meio de rotas de mercadorias, surgiram as cidades.

E as cidades cresceram e cresceram. Em 2000, 47% da humanidade já não vivia em áreas rurais, tendo migrado para as cidades. Estima-se que em 2050, 75% da humanidade vai estar vivendo em cidades![ii]

Esta recente e acelerada migração do campo para as cidades gerou favelas nos maiores centros urbanos, pois as cidades não estavam preparadas para receber e absorver um contingente tão grande de pessoas em tão pouco tempo. Os maiores centros urbanos (ou megacidades ou ainda metrópoles) são justamente os que mais atraem as pessoas do campo – por apresentarem, em tese, o maior potencial de oferta de educação e trabalho com acesso à moradia.

Quem sai do campo, vende tudo o que tem e vai para a “grande cidade”. E rapidamente descobre que é economicamente inviável morar no centro ou em bairros vizinhos ao centro, tendo de se deslocar para as periferias nos limites geográficos das cidades. Também o acesso a educação e ao trabalho nessas regiões periféricas é escasso – demandando intenso deslocamento pessoal para trabalhar e ou estudar em bairros mais “centrais”.

Esse é um círculo vicioso e destrutivo. Cidade grande atrai mais gente, gera mais favelados, cresce mais, atrai mais gente, aumenta o número de favelados – e assim vai. Não é à toa que em 2020 temos mais de 1 bilhão de pessoas vivendo em favelas nas maiores cidades do planeta – o que só vai aumentar até 2050.

O curioso caso de Brasília

Brasília, construída de forma 100% planejada (de forma centralizada), após sua inauguração, descobriu que não planejara onde iriam viver os mais de 30.000 operários que a construíram.

Na imaginação do “planejador central”, essas pessoas voltariam para suas cidades de origem. Não voltaram. Rapidamente criaram o conceito de cidade-satélite para abrigar esse pessoal, incentivando a construção de pequenas moradias populares, a preços módicos ou – dependendo da construtora, sem custo. Esse pessoal escreveu a seus parentes que viviam em outros municípios brasileiros: “vem para cá que além de trabalho fácil estão até dando casa para o trabalhador…”.

Não é preciso ser um gênio para imaginar o que aconteceu. Milhares e milhares de parentes venderam tudo e se mandaram para Brasília, onde nem havia tanto emprego e muito menos mais moradias de graça ou a custos subsidiados.

O resultado: Brasília tem hoje a segunda maior favela do Brasil (a primeira maior fica no Rio de Janeiro). Além de outras favelas que estão se expandindo para além dos limites do próprio Distrito Federal…

Essa favelização crescente nas grandes cidades é difícil de estancar. Segundo o Wikipedia, “as favelas existem em todos os países e tornaram-se um fenômeno global. Um relatório da UN-Habitat afirma que, em 2006, havia cerca de 1 bilhão de pessoas vivendo em favelas na maioria das cidades de América Latina, Ásia e África, e um número menor nas cidades da Europa e América do Norte. Em 2012, de acordo com a UN-Habitat, cerca de 863 milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento viviam em favelas. Destes, a população urbana em favelas em meados do ano foi de cerca de 213 milhões na África Subsariana, 207 milhões na Ásia Oriental, 201 milhões no Sul da Ásia, 113 milhões na América Latina e Caribe, 80 milhões no Sudeste da Ásia, 36 milhões na Ásia Ocidental e 13 milhões de pessoas no Norte da África. Entre os países, a proporção de residentes urbanos que vivem em áreas de favelas em 2009 era maior na República Centro-Africana (95,9%), Chade (89,3%), Níger (81,7%) e Moçambique (80,5%).[iii]

Para atender as demandas desses cidadãos que migram para as grandes cidades, gerando necessidade de investimentos ADICIONAIS em saneamento básico, calçamento, asfaltamento, infraestrutura de transportes, escolas, postos de saúde, segurança – e por aí vai. A lista é grande. O dinheiro arrecadado com impostos será cada vez mais insuficiente para dar conta de todos os investimentos e gastos necessários. Os impostos aumentam ano a ano de forma vegetativa, acompanhando o crescimento da população “original” da cidade e das empresas locais, bem como o ritmo da economia. Já as necessidades geradas pelos “cidadãos novos entrantes” geram picos sucessivos e cada vez maiores de necessidade de aplicação em investimentos e despesas ao menos nas áreas de educação, saúde, saneamento, transporte e segurança. Não é tarefa simples nem fácil. Mas certamente um dos caminhos para que a cidade atenda a essas demandas é passar por um processo de transformação digital, reduzindo a necessidade de atendimentos presencias e reduzindo custos com a digitalização dos serviços.

Cidades Inteligentes: mobilidade urbana é fundamental

Cidades Inteligentes não são cidades desenhadas para automóveis, como as que temos visto sendo desenvolvidas desde os anos 50-60. São cidades orientadas para PESSOAS. Onde o indivíduo é a coisa mais importante da cidade. O automóvel não tem o papel principal – ele é secundário.

Cidades Inteligentes são cidades onde seus cidadãos podem interagir com muita facilidade, trocando ideias, sugestões etc. com capacidade de encaminhá-las para grupos (públicos e ou privados) que possam dar continuidade ao que foi sugerido e acompanhar sua eventual aplicação para a comunidade. Por exemplo, wi-fi aberto em todas as praças, para viabilizar isso, é fundamental. Praças não são só um ambiente de passeio: são um espaço de convivência e interação.

Cidade Inteligentes se preocupam em oferecer serviços de alta qualidade a custos muito baixos. Reduzindo a burocracia. Reduzindo a necessidade de deslocamento físico para o que quer que seja. Usando, ao máximo, as tecnologias de internet e comunicação, através de aplicações em dispositivos móveis (celulares), para acesso a todos serviços disponíveis.

Cidades Inteligentes têm Prefeituras que se preocupam com Tecnologia e Inovação – e “abrem” secretarias para cuidar especificamente desse tema. São Paulo, de longe a maior metrópole da América do Sul, só recentemente criou uma “Secretaria de Tecnologia e Inovação” e, graças a ela, está dando os primeiros passos para converter a Prefeitura num centro de serviços digitais, descentralizando tudo para todas as subprefeituras inclusive.

Campinas pode seguir a mesma trilha, criando a sua secretaria de Tecnologia e Inovação. Podemos transformar Campinas no Vale do Silício da América Latina. Tecnologia nós temos, de sobra. Universidades que fabricam talentos. Empresas que absorvem e geram inovações, idem. O que falta? Alguém que, como um maestro, dirija essa sinfonia de talentos na nossa cidade – levando essas tecnologias para os campineiros, em primeira mão. E exportando esse “know-how” para outras cidades do Brasil. Campinas já é a segunda do Estado em número de startups de acordo com o levantamento da “Abstartups”, tendo 144 empresas desse tipo na região, perdendo apenas para a capital[iv]. Também Campinas foi eleita a cidade mais inteligente e conectada do país no Ranking Connected Smart Cities, em 2019. Foi a primeira vez que uma cidade que não é capital ficou na primeira posição do ranking. São Paulo ficou em segundo e Curitiba, em terceiro.[v] A posição do município, segundo a organização do ranking, só foi possível pela presença de universidades, parques científicos e tecnológicos e institutos de pesquisa na região. A Unicamp é destacada principalmente pela contribuição da Agência de Inovação (Inova) e pelo projeto do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS), do qual é uma das instituições responsáveis.[vi]

A Estônia, um país de origem comunista que praticamente é do tamanho de Campinas, digitalizou tudo. Por que não podemos seguir um caminho similar???[vii]

Como acompanhar essa demanda que excede o crescimento vegetativo das cidades? Como ter uma Prefeitura Digital?

A única forma da cidade acompanhar a demanda crescente por serviços é mudar o seu padrão de gestão de sua prefeitura – bem como sua mentalidade (mindset). Coisas que podem ser feitas:

  • Digitalizar todos os serviços da prefeitura, de modo que o cidadão (ou mesmo o empreendedor) possam obter quaisquer documentos (alvarás, certidões, guias de pagamento, licenças, aprovação de contratos etc.) sem necessidade de deslocamento físico (reduzindo a pressão sobre investimentos em transportes, alargamentos de vias, etc.) e sem taxas para os cidadãos e empresários (que passarão a recolher impostos recorrentes no futuro, elevando as receitas). É a isso que chamo de PREFEITURA 100% DIGITAL.
  • No caso de serviços que podem (ou realmente precisam) ter atendimento presencial, implantar esses serviços em sub-regiões, dentro do moderno conceito de mobilidade urbana, onde todos os serviços necessários devem estar a no máximo 15 minutos de caminhada. Em outras palavras, descentralizar os serviços presenciais ao máximo. Isso também reduz a pressão sobre investimentos em transportes, alargamentos de vias etc. Contribui para que a cidade tenha menos poluição e seja mais agradável de se viver e trabalhar;
  • Ter uma política de impostos menores para regiões mais periféricas, tornando mais atrativa a instalação de comércio e serviços. Esses impostos menores podem se extinguir num prazo determinado que seria necessário para os empreendedores recuperarem seus investimentos iniciais;
  • Destruir o conceito de “fiscal”, trocando-o por “Consultor de Empresas”. O fiscal procura erros para poder multar. O consultor procura erros para poder orientar e incentivar o empreendedor a melhorar seu negócio. Multas inviabilizam muitos negócios. Consultoria agrega valor aos negócios, potencializando mais receitas e, derivadamente, o recebimento de mais impostos de forma recorrente (o que é muito mais inteligente). O os negócios podem ser acompanhados à distância, via internet.
  • Abrir uma caixinha de sugestão digital para os cidadãos. Ideias bem formuladas e que gerem economias expressivas poderão ser premiadas pela Prefeitura, incentivando os cidadãos a contribuírem com sua inteligência. Ou seja, usar a inteligência coletiva de forma produtiva para a cidade – e não “política” no sentido de promoção da politicagem. Tudo via internet, é claro.
  • Dirigir todo e qualquer recurso advindo de multas de qualquer espécie primariamente para a educação. Isso vale para o trânsito, para empresas contraventoras etc.
  • Nos casos em que a Prefeitura não tem ainda, criar uma secretaria nova, especificamente orientada a “Tecnologia e Inovação”, incentivando startups, pesquisas em universidades e empresas desenvolvedoras de softwares e sistemas. O conceito é facilitar que inovações tecnológicas, que tragam reduções em custos, sejam rapidamente implantadas na cidade (em Campinas temos um Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, formado em 2014. Que se reúne 1 vez por mês.).
  • Tendo uma Secretaria de Tecnologia e Inovação, adotar explicitamente o conceito de “benchmark” ou “benchmarking”: buscar e adotar as melhores soluções de digitalização de outras cidades brasileiras, que comprovadamente estejam apresentando resultados para seus cidadãos! Nem sempre é preciso reinventar a roda!

Algumas Cidades Brasileiras com Projeto de Digitalização

Campinas – IPTU DIGITAL

Presidente Prudente

Vinhedo – Central  Digital

 

 Link para Novo na WEB com o tema deste artigo: https://www.facebook.com/watch/?v=638627770189440&extid=3rYypAn9jeNE4JTR

 

 

 

[i] Cidade Inteligentes: por que, para quem? Lucia Santaella – 2016 – páginas 60 a 61

[ii] UNWUP – United Nations in the World Urbanisation Prospects

[iii] Wikipedia – Favela

[iv] ACidadeOn Campinas

[v] G1 -Campinas é eleita cidade mais inteligente e conectada do país

[vi] O papel da Unicamp para a escolha de Campinas como a cidade mais inteligente do Brasil

[vii] A transformação digital da Estonia

 

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Campinas pode ser uma Cidade Simples, Leve e Eficiente?

Campinas pode ser uma Cidade Simples, Leve e Eficiente?

Cada real cobrado na forma de impostos é um real a menos em consumo ou em investimento.

Esse real vai para o governo que, de forma 100% centralizada, decide como, quando e onde ele deve ser utilizado.

 

Problemas decorrentes:

  • Esse real é gasto em coisas que as pessoas precisam, querem ou realmente necessitam?
  • Quanto mais reais o governo recolhe, fica maior e mais pesado. Esse dinheiro é bem gasto? Ou há ineficiências e desperdícios?
  • O governo começa a abrir empresas e competir com a iniciativa privada. Sem o compromisso de ser uma empresa lucrativa. E quem paga seus prejuízos é sempre você. Não há como ter empresas lucrativas quando se paga até 3 vezes o salário médio de mercado na iniciativa privada…
  • O governo começa a aumentar a burocracia, criando leis e mais leis, complicando a vida dos cidadãos (empregados e empresários). Para isso, incha: contrata cada vez mais funcionários, sem preocupação com o tamanho da máquina.
  • Quando o dinheiro arrecadado já não é suficiente para pagar empresas improdutivas e uma estrutura de pessoal pesada, aumenta mais os impostos

 

Cidade Simples, Leve e eficiente:

 

Eficiente –  nos serviços: capaz de fazer mais com menos.

 

  • Menos leis e leis simplificadas
  • Menos burocracia
  • Menos gente para cuidar de papelada
  • Menos empresas ineficientes


Foco – no essencial

  • Estrutura administrativa enxuta, transparente e focalizada em serviços essenciais: saúde, segurança e educação
    • Sem falta de vagas em creches
    • Sem falta de vagas no ensino básico
    • Sem filas nos hospitais (para consultas e cirurgias)
    • Com segurança nas escolas e nos 478 bairros da cidade


Leve – estrutura só para o que interessa

  • Contas públicas equilibradas, para pesar menos no bolso dos contribuintes
  • Secretarias adequadas à realidade nos nossos tempos
    • Não temos Secretaria de Tecnologia e Inovação
    • Não temos Secretaria do Empreendedor (temos várias Secretarias que poderiam ser ajustadas, fundidas)
  • Servidores públicos remunerados por mérito e eficiência (tempo de serviço como fator de aumento tem de ser abandonado)
  • Prefeitura 100% Digital – integrada aos serviços digitais do Estado e da Federação
  • Cidade sem empresas “administradoras” (que incentivam e viabilizam a corrupção, pela diminuição da transparência)
  • Parcerias, concessões e privatizações para a infraestrutura (boas vindas ao capital privado – sem necessidade de se endividar ou elevar impostos)
  • Serviços acessíveis nos bairros e distritos (não é possível ter uma cidade onde tudo que é importante só está no seu centro).

 

Campinas precisa renovar sua prefeitura, Prefeito e Câmara de Vereadores (aqui são 33) – se de fato quiser se tornar uma cidade simples, leve e eficiente. Se continuar crescendo nos moldes atuais, viver aqui será cada vez mais caro e menos prazeroso. E isso ninguém quer, nem para si, nem para sua família.

 

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A triste realidade financeira dos cidadãos de Campinas

A triste realidade financeira dos cidadãos de Campinas

A Prefeitura promoveu aumentos de impostos nos últimos anos, como os do IPTU, que subiu muito, mas muito acima de qualquer índice inflacionário, qualquer que seja o indicador. Os cidadãos de Campinas também pagam “a água mais cara do Brasil”, o “ônibus mais caro do Brasil” – e sabe-se lá mais o que. Taxas para tudo e para todos. A cidade virou uma indústria de multas, com a EMDEC, que “fatura” mais de 10 milhões mensais por qualquer contravenção dos cidadãos – muitas em lugares onde nem há sentido em se multar, porque as ruas mudaram de mão e contramão, mas as placas de sinalização permaneceram como sempre foram – viabilizando as multas sem sentido prático ou educativo.

Total Falta de Sensibilidade

A gente vê o problema na sua aparência mais simples: é difícil entrar uma rua mais central de Campinas e não ver uma placa de aluga-se, vende-se onde antes existia um comércio ou uma prestação de serviços. Muitas empresas fecharam e continuam fechando, diminuindo a oferta de empregos. Ocorre que o problema maior é invisível: as pessoas que perderam sua capacidade de pagamentos. Ou porque perderam seus empregos, ou porque o que ganhavam (ou continuam ganhando, com sorte) já não possibilita pagar as contas mais simples: água, luz, telefone. Aluguel. Prestação da casa própria. Se pagarem, ficam impossibilitadas de ter o que comer. Se pagarem, vão comprometer a subsistência de seus familiares. Aí é que a coisa complica e parece que nem o Prefeito – e, também, nenhum vereador – estão realmente cientes (ou dando bola) para esta tristíssima situação.

A Legião dos Superendividados

Você sabe o que é uma pessoa superendividada? Eu não sabia, mas aprendi: é aquela que – se tiver de pagar as contas em dia, vai fazer faltar o básico do básico para sua família ou para si próprio. Não, não estou falando de consumistas, gente que vê um anúncio na TV ou Internet e compra o que não pode, abusando do crédito das lojas ou detonando seu cartão de crédito. Estou falando de pessoas simples, que trabalham e, de repente, o que ganham, já não conseguem mais pagar o que sempre consumiram. Porque os preços subiram muito – mas seus salários não cresceram. Continuaram iguais. Ou até diminuíram, porque foram demitidas, ou porque foram desligados de empresas que fecharam. E não mais conseguiram um emprego com a remuneração necessária que tinham anteriormente. Você acha que são poucas pessoas? Então vejamos.

Os superendividados de Campinas

Segundo o G1, “o montante de superendividados corresponde a 15% da população da RMC, de 3,2 milhões de pessoas. De acordo com a Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), quando o recorte é o número de inadimplentes na região, que inclui moradores com dívidas menores e cujo pagamento não foi realizado nos últimos meses, o total chega a 1,5 milhão de pessoas.” Isso significa que a cada vinte pessoas que você cruza na rua, 3 estão numa situação precaríssima. Maior cidade da RMC, Campinas possui 577 mil dos 1,2 milhão de habitantes endividados, sendo que 180,6 mil são considerados “superendividados.” Isso: 15% da população de Campinas está superendividada! A cada 20 pessoas que você cruza na rua, 3 estão absolutamente sem esperança. Sem dignidade. Sentindo-se impotentes e incapazes de recuperar uma vida simples, mas com honestidade e dignidade. Eles (ainda) não estão mendigando nos faróis, nem estão roubando: estão simplesmente atônitos, sem saber o que fazer para sustentar a sua família e continuar vivendo. E, decerto, tudo passa pela sua cabeça. A legião dos inadimplentes (pessoas que não conseguem pagar as contas em dia, e atrasam os pagamentos), é ainda mais constrangedora: 1.5 em 3.2 milhões:  47% (quase METADE DA POPULAÇÂO) não consegue pagar suas contas em dia! Quem gosta de atrasar contas? Ninguém. Porque há multas (em geral escorchantes) e também há juros pelo atraso (em geral também escorchantes). As vezes a multa e os juros inviabilizam pagar o que antes já era impagável – completando o ciclo da desgraça para quem deve, que não vê mais saída. O cidadão passa a viver sem um mínimo de dignidade, para ele e sua família

O que pode ser feito?

Primeiro: Prefeito e Vereadores têm de cair na real. Admitir que erraram feio no passado recente de Campinas, aprovando aumento abusivos que desestimularam as empresas, os empregos gerados por essas empresas – e que oneraram demais os impostos a serem pagos pelas famílias, inclusive. Segundo: buscar reduzir ao máximo a carga tributária municipal para os cidadãos e empresas (ou ao menos não elevar mais ainda). Terceiro: instituir um núcleo de apoio ao Cidadão Superendividado, na Prefeitura, ajudando-o a replanejar sua vida, suas finanças, saindo dessa condição humilhante e indigna para uma condição minimamente digna. Sim, uma consultoria pessoal, personalizada e orientativa – ajudando o cidadão a se recompor como gente, como ser humano e como cidadão. Esta é a minha visão. E você, tem alguma sugestão diferente? Escreva aí nos comentários!

Referências:

Com aumento de 14 mil em um ano, nº de ‘superendividados’ na RMC chega a 489 mil –

https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2020/02/06/com-aumento-de-14-mil-em-um-ano-no-de-superendividados-na-rmc-chega-a-489-mil.ghtml

 

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O que são Requerimentos na Gestão Pública?

O que são Requerimentos na Gestão Pública?

Há várias espécies de requerimentos! E isso torna o assunto um pouco confuso. Popularmente diz-se que o diabo mora nos detalhes. Os requerimentos certamente fazem parte desses “detalhes”, tamanha a sua magnitude e poder.

Conceito

Requerimento deriva-se do verbo requerer que significa solicitar, pedir, estar em busca de algo. O objetivo sempre é que esse pedido seja deferido, atendido ou aprovado.

Um requerimento pode ser endereçado a um órgão público, a um colégio, a uma faculdade – e mais a uma infinidade de outros destinatários.

Requerimento – na gestão pública – é um documento utilizado para obter um bem, um direito, ou uma declaração de uma autoridade pública. O requerimento é uma petição dirigida a uma entidade oficial, organismo ou instituição através da qual se solicita a satisfação de uma necessidade ou interesse. O requerimento tem o amparo da lei.

O requerimento existe em duas formas: simples e complexo.

  • Requerimento simples: É utilizado quando não há a necessidade de grandes aprofundamentos sobre a questão, utilizando-se apenas um único parágrafo para a realização da solicitação, de forma sucinta e impessoal, devido à formalidade do documento;
  • Requerimento complexo: Se dá quando há a necessidade de abordar vários pontos por meio de uma lógica de ideias, para uma solicitação mais articulada, devendo distribuir os argumentos em mais de um parágrafo. A narrativa deve seguir a ordem cronológica dos fatos de forma clara e objetiva, apresentando a relação de causa e efeito para o requerimento, mediante também o uso de documentos comprobatórios.

Formas de Requerimentos

Quanto à forma, uns são verbais, outros escritos.

E quanto à decisão sobre eles, uns são despachados apenas pelo Presidente (da Câmara), outros são despachados pelo Presidente, mas ouvida a Mesa.

Outros, ainda, são decididos pelo Plenário (da Câmara).

Normalmente, somente os requerimentos despachados apenas pelo Presidente podem ser verbais. Os demais têm que ser por escrito.

Em algumas Câmaras os Vereadores têm o direito de fazerem requerimentos escritos ou verbais – dependendo do Regimento Interno.

Uma das atribuições do Poder Legislativo é cobrar do Poder Executivo melhorias para a sociedade. Um vereador não tem poder para mandar asfaltar uma rua ou reformar uma escola municipal. Mas ele pode, mediante Requerimento, cobrar da prefeitura que sejam tomadas providências para executar tais atividades.

Requerimento de informações

O Vereador pode requerer informações ao Prefeito sobre a administração do Município.

O requerimento deverá:

  • especificar, claramente, a informação que deseja;
  • ser examinado pela Mesa, que emitirá parecer;
  • ser aprovado pelo Plenário.

O Prefeito tem prazo para prestar as informações. Se não o fizer, estará sujeito à pena. O Regimento Interno define as espécies do requerimento e disciplina a sua tramitação.

Requerimentos para Convocações Extraordinárias

Um requerimento pode ser feito também para fazer uma CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA da Câmara Municipal, durante seu recesso, fora do período normal, em casos de urgência ou de interesse público relevante.

Quem pode requerer:

  • O Prefeito Municipal;
  • O Presidente da Câmara Municipal;
  • A maioria dos membros da Câmara Municipal.

O Plenário compõe-se de todos os Vereadores. É o órgão maior da Câmara. É a própria Câmara. Expressa o Poder Legislativo Municipal. E vota proposições. O requerimento é um dos tipos de “proposição”.

Requerimento nas Funções Fiscalizadoras

É de competência da Câmara Municipal fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo – Prefeito e Secretários Municipais – incluídos os atos da administração indireta. A Câmara fiscaliza e julga as contas do prefeito.

A Câmara, quando exerce a função fiscalizadora, também utiliza o requerimento de informações sobre a administração, mediante a criação de Comissões de Inquérito para apuração de fato determinado, mediante a convocação de autoridades para depor.

Requerimentos nas Funções de Assessoramento

Além de fiscalização, a Câmara também exerce função de assessoramento, ao votar indicação, sugerindo medidas ao Prefeito, que em tese são do interesse da administração como, entre outras, construção de escolas, abertura de estradas, limpeza de vias públicas, assistência à saúde e outras.

As sessões

As sessões são:

  • ordinárias, as realizadas nos dias e horas marcadas pelo Regimento Interno;
  • extraordinárias, as realizadas em dia e hora diferentes das sessões ordinárias e
  • especiais, as realizadas para homenagens e comemorações.

A sessão é pública, mas excepcionalmente é secreta, convocada pelo Presidente de ofício –  ou mediante requerimento, de Vereador ou de Comissão, declarando a finalidade da sessão, aprovado pelo Plenário. A votação do requerimento é em sessão secreta.

Requerimentos nas Proposições

Toda matéria sujeita à deliberação da Câmara é uma proposição. O requerimento é uma das espécies de proposição. As proposições consistem em:

  • proposta de emenda à Lei Orgânica do Município;
  • projetos de lei ordinária, de lei complementar, de decreto legislativo, de resolução;
  • requerimentos;
  • indicações;
  • recursos;
  • pareceres;

O requerimento como forma de adiamento

As proposições são discutidas e votadas, nas Comissões e no Plenário. A discussão e a votação podem ser adiadas, na Comissão, ou no Plenário, mediante requerimento aprovado, na Comissão ou no Plenário, respectivamente.

A modalidade de votação, em certos casos, mediante requerimento aprovado, pode ser mudada de votação descoberta para votação secreta ou de votação secreta para votação descoberta.

O requerimento na discussão e na votação de projetos

Quando um projeto é discutido, se receber emenda, volta à sua Comissão. Se não receber, é votado.

Ao ser votado o projeto pode ser:

  • aprovado, total ou parcialmente;
  • aprovado com emenda ou
  •  rejeitado.

Se houver aprovação parcial, em geral será feito um requerimento de destaque de parte do projeto para votação em separado. A parte não destacada poderá ser aprovada e a parte destacada poderá ser rejeitada.

Aprovado, vai ao Prefeito; rejeitado, vai ao arquivo.

A discussão, a votação e os adiamentos de uma e outra serão processadas como nas Comissões.

Por que nem sempre um Requerimento é atendido?

Há várias razões possíveis

  • Falta de iniciativa ou vontade do Poder Executivo Municipal (algumas vezes com a desculpa mascarada de que não há recursos);
  • A prefeitura pode, de fato, não ter recursos para realizar aquela obra, naquele momento;
  • O Requerimento foi proposto por um vereador de um partido de oposição ao governo municipal. Nesse caso pode ser pouco provável que a prefeitura realize o que está sendo solicitado;
  • Conflito entre os interesses pessoais (ou partidários) da administração pública e os interesses coletivos da sociedade.

O Regimento Interno de cada Câmara pode ser mais flexível ou inflexível, estabelecendo prazos e punições para a resposta a um requerimento. Mas esse fato não garante que a Prefeitura acate o que está sendo requerido: ela sempre pode dizer não – e dentro do prazo. São as artimanhas do jogo político, que todo mundo sabe que existe, mas que quase ninguém vê (ou faz questão de não ver).

 

Caso do Regimento da Câmara Municipal de Campinas em relação a Requerimentos

bNDEIRA CAMPINAS COM MAPA DA CIDADEO Presidente da Câmara é o representante legal da Câmara Municipal quando ela tem de se pronunciar coletivamente, publicamente, ou em quaisquer atos oficiais, bem como solenidades. Supervisiona seus trabalhos e a sua ordem, tudo de acordo com o regimento (artigo 24). Além disso, o Presidente tem várias atribuições (enumeradas na Lei Orgânica do Município ou que decorram da natureza de suas funções ou prerrogativas, segundo o artigo 25).

Uma delas é despachar os requerimentos, tanto verbais como escritos, que são submetidos à sua apreciação. É o Presidente que despacha toda matéria de um expediente, podendo delegar competência ao Diretor Geral, inclusive o encaminhamento à Prefeitura de requerimentos aprovados pelo Plenário e proposições que devam ser encaminhadas às comissões.

O Regimento da Câmara de Campinas dedica um capítulo somente para a questão dos Requerimentos:

CAPÍTULO III

DOS REQUERIMENTOS

Art. 131. Requerimento é a proposição dirigida por qualquer vereador(a) ou comissão ao Presidente ou à Mesa sobre matéria de competência da Câmara, podendo ser verbal ou escrito, solucionando-se por despacho do presidente ou deliberação do Plenário conforme o caso.

Parágrafo único. Os requerimentos independem de parecer das comissões, exceto os referentes à licença para o prefeito e para os(as) vereadores(as).

Seção I – Dos requerimentos sujeitos a despacho do Presidente

Art. 132. Será despachado imediatamente pelo presidente o requerimento verbal que solicite:

  1. a palavra;
  2. permissão para falar sentado;
  3. verificação de votação;
  4. verificação de quórum;
  5. requisição de documento ou publicação existente na Câmara para subsídio de proposição em discussão;
  6. concessão de um minuto de silêncio;
  7. leitura de qualquer matéria para conhecimento do plenário;
  8. observância de disposição regimental;
  9. preenchimentos de vagas em comissão;
  10. requerimento para suspensão dos trabalhos nos termos regimentais, especialmente nos casos de tumulto grave ou em homenagem a pessoa de relevância para o município;
  11. prorrogação de prazo para apresentação de parecer, nos termos regimentais.

Art. 133. Será despachado pelo Presidente o requerimento escrito que solicite:

  1. licença a vereador(a) para tratamento de saúde ou de interesse particular;
  2. juntada ou desentranhamento de documentos;
  3. encaminhamento de abaixo assinado, ofício ou documento ao prefeito;
  4. inclusão de projetos em pauta desde que estiverem tramitando há mais de 90 (noventa) dias;
  5. comissões de representação;
  6. informações oficiais ao Prefeito em nome da Câmara.
Seção II – Dos requerimentos sujeitos à deliberação do Plenário

Art. 134. Será verbal, dependerá de deliberação do Plenário, mas não sofrerá discussão o requerimento que solicite:

  1. prorrogação do tempo de reunião;
  2. votação nominal para matéria cujo quórum seja de maioria simples;
  3. preferência;
  4. destaque;

Art. 135. Será escrito, dependerá de deliberação do Plenário, mas não sofrerá discussão o requerimento protocolado que solicite:

  1. participação em congressos e/ou eventos;
  2. arquivamento de proposição pelo autor;
  3. suspensão da reunião plenária;
  4. suspensão de parte do expediente para atividades comemorativas.

Parágrafo único. Serão votados na ordem do dia da reunião de sua apresentação, independentemente de estarem protocolados, os requerimentos definidos no inciso II.

Art. 136. Os requerimentos de informação somente poderão referir-se a ato relacionado com proposição em andamento ou matéria sujeita à fiscalização da Câmara.

  • 1º Não cabem em requerimento de informação quesitos que importem sugestão ou conselho à autoridade consultada.
  • 2º O Presidente da Câmara deixará de encaminhar requerimento de informação que contenha expressões ofensivas.
  • 3° Aos requerimentos de informações oficiais ao Prefeito serão aplicados os prazos para respostas previstos na Lei Orgânica do Município.
  • 4° Os demais requerimentos e os relacionados a denominação de próprios, vias e logradouros públicos serão despachados pelo Presidente e seguirão ao Executivo livres de prazo.

Art. 137. O Presidente da Câmara deixará de receber resposta que esteja vazada em termos tais que possam ferir a dignidade de algum(a) vereador(a) e, caso entenda necessário, conjuntamente com o(a) vereador(a) ofendido(a), encaminhará solicitação à Procuradoria Judicial e Consultoria Geral para que tomem as medidas jurídicas cabíveis.

Art. 138. Será escrito, dependerá de deliberação do plenário e sofrerá discussão o requerimento que solicite:

  1. constituição de comissão processante;
  2. urgência;
  3. convocação de autoridades municipais;
  4. vista;
  5. licença ao(à) vereador(a) para desempenhar missão temporária de interesse do Município;
  6. licença ao prefeito;
  7. voto de aplauso, regozijo, louvor ou congratulação por ato público ou acontecimento de alta significação, desde que não implique apoio ou solidariedade aos governos federal, estadual e municipal;
  8. manifestação por motivo de luto nacional ou de pesar por falecimento de autoridade ou alta personalidade;
  9. audiência pública facultativa;
  10. retirada de proposição em regime de urgência.
  11. realização da Primeira Parte.
  12. 1º Serão votados na ordem do dia da reunião de sua apresentação, independentemente de estarem protocolados, os requerimentos definidos nos incisos IV a VIII e X.
  13. 2º Serão admitidos a qualquer tempo os requerimentos definidos nos incisos VII e VIII, competindo ao gabinete do(a) vereador(a) autor(a) da proposição o seu encaminhamento ao interessado.
  14. 3º Os requerimentos que solicitem tramitação de proposição em regime de urgência ou retirada do regime de urgência somente serão aceitos se subscritos por, no mínimo, 1/3 (um terço) dos membros da Câmara.

Estrutura de um Requerimento

Os requerimentos devem, preferencialmente, ser digitados e apresentar uma linguagem clara, objetiva e formal.

O requerimento possui uma forma padronizada, prima pela objetividade e pela impessoalidade.

Quanto à estrutura, um requerimento compõe-se de:

  • Título da autoridade – A quem se dirige o texto
  • Texto
    • Nome do solicitante
    • Identificação do solicitante
    • Exposição do que se quer (é necessária a utilização da escrita em terceira pessoa, com linguagem formal e impessoal).
  • Fecho
    • A fórmula convencional (o fecho é localizado logo abaixo do texto, mais precisamente dois espaços duplos, onde se escreve, em iniciais maiúsculas, expressões como: “nestes termos pede deferimento”, “aguarda deferimento”, “espera deferimento”, etc.)
    • Local e data
    • Assinatura(s)

Observações importantes:

  • Num requerimento, as expressões “abaixo-assinado”, “muito respeitosamente” e outra que já se tornaram arcaicas, devem ser abolidas.
  • O nome do solicitante deve vir acompanhado de informações que o identifiquem, conforme a natureza do requerente.
  • Para se fazer o pedido, pode-se usar uma das seguintes formas:
    • Pede a V. S.ª,
    • Solicita a V. S.ª,
    • Requer a V. S.ª
  • As fórmulas convencionais de requerimento admitem as seguintes variações:
    • Pede a aguardar de ferimento – P. e A. D.
    • Termos em que pede deferimento
    • Espera deferimento – E. D.
    • Aguarda deferimento – A. D.

Formatação de um requerimento

O requerimento precisa ser formatado com as seguintes normas:

  • A fonte precisa ser Arial ou Times New Roman;
  • Iniciar o parágrafo com recuo de 1,5 cm;
  • O espaçamento das entrelinhas também necessita ter 1,5 cm;
  • Margem superior e esquerda em 3 cm;
  • Margem inferior e direita em 2 cm;
  • Iniciar o texto no alto da folha a partir da margem esquerda.

Modelos típicos de Requerimentos

MODELO DE REQUERIMENTO DE ADIAMENTO DE DISCUSSÃO

Requerimento

Senhor Presidente,

Requeiro, ouvido o Plenário, o adiamento da discussão, por nº sessões, do Projeto de Lei nº…….de 202……..

Plenário,……. de……. de  202……..

…………………………………………………..

Assinatura(s)

––––––––––––

Obs.: O Regimento da Câmara Municipal indica:

  • a oportunidade da apresentação do requerimento, que deve ocorrer antes de encerrada a discussão;
  • o prazo máximo do adiamento, em sessões ou dias;
  • quem assina – qualquer vereador, um terço dos vereadores, líder, autor ou relator da proposição.

MODELO DE REQUERIMENTO DE ADIAMENTO DE VOTAÇÃO

Requerimento

Senhor Presidente,

Requeiro, ouvido o Plenário, o adiamento da votação por………sessões, do Projeto de Lei nº……….de 202…….. .

Plenário,………de………. de 202……..

……………………………………………….

Assinatura(s)

––––––––––

Obs.: O Regimento da Câmara Municipal indica:

  • a oportunidade da apresentação do requerimento, que deve ocorrer antes de encerrada a discussão;
  • o prazo máximo do adiamento, em sessões ou dias;
  • quem assina – qualquer vereador, um terço dos vereadores, líder, autor ou relator da proposição.

MODELO DE REQUERIMENTO PARA CONVOCAR O PREFEITO

Senhor Presidente,

Requeiro, ouvido o Plenário, seja convocado o Sr. Prefeito Municipal a comparecer a esta Câmara Municipal para prestar informações sobre

………………………………………………………………………………..

………………………………………………………………………………..

………………………………………………………………………………..

Plenário,……. de……. de 202…….

Vereador

–––––––––

Observações:

  • Convém haver um entendimento entre o Presidente da Câmara e o Prefeito para marcar a data do comparecimento;
  • Uns três dias antes, devem ser encaminhados ao Prefeito as perguntas que lhe serão feitas.

MODELO DE REQUERIMENTO DE INFORMAÇÕES

Senhor Presidente,

Requeiro, ouvido o Plenário, sejam solicitadas, ao Sr. Prefeito Municipal, as seguintes informações:

…………………………………………………………………………………………. ………………………………………………………………………………………….

………………………………………………………………………………………….

Plenário,…….de……..de 202…….

…………………………………….

Vereador

–––––––––

Observação: os pedidos de informações tratam de assuntos administrativos, como, por exemplo, sobre despesas, podendo assim serem formulados:

  • Quanto o Município gastou na construção da escola? (Indicar qual a escola.)
  • Quanto o Município gastou na abertura de estrada? (Indicar qual a estrada.)
  • Houve concorrência para a realização da obra? Que empresas concorreram? Qual o critério que foi adotado para ganhar a concorrência? Que empresa apresentou a melhor proposta?

Há prazo para resposta e punição se não houver resposta.

REQUERIMENTO DE RETIRADA DA PROPOSIÇÃO

Senhor Presidente,

Requeiro a retirada do Projeto de Lei nº ….. (escrever a ementa) de minha autoria.

Plenário,…..de…..de 202…..

Vereador

––––––––––––––––

Observação: Se o projeto não tiver parecer ou tiver parecer contrário, o Presidente deferirá o requerimento. Se o projeto tiver parecer favorável, será ouvido o Plenário.

MODELO DE REQUERIMENTO DE URGÊNCIA

Requeiro, ouvido o Plenário, urgência para o Projeto de Lei nº….. (ou da Indicação nº….. que….. escrever a emenda…..)

Plenário, …..de…..de  202…..

Assinatura(s)

–––––––––––––––––––––––––––––––

Observação:  O Regimento Interno da Câmara indica quem assina o requerimento: qualquer vereador, um terço dos vereadores, líder, autor ou relator da proposição.

Referências

Manual do Vereador Interlegis – https://www.interlegis.leg.br/capacitacao/publicacoes-e-modelos/manual-do-vereador/view

Wikipedia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Requerimento

Brasil Escola – https://brasilescola.uol.com.br/redacao/requerimento.htm

Educa Mais Brasil – https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/requerimento

Sabedoria Política https://www.sabedoriapolitica.com.br/news/entenda%20a%20import%C3%A2ncia%20de%20um%20requerimento/

Regimento Interno de Campinas – http://www.campinas.sp.leg.br/atividade-legislativa/regimento-interno/regimento-interno-texto-compilado-ate-a-res-965-2019

 

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Mobilidade Urbana ou Mobilidade Humana?

Mobilidade Urbana ou Mobilidade Humana?

 A Mobilidade urbana é um dos maiores  desafios para as cidades no século XXI

No dicionário, mobilidade significa “facilidade para se mover”.

Mobilidade Urbana é definida como a condição que permite o deslocamento das pessoas em uma cidade, com o objetivo de desenvolver relações sociais e econômicas. Ônibus, metrô, outros transportes coletivos, bicicletas e carros fazem parte das soluções de mobilidade.

Mobilidade é um problema crítico nos maiores municípios

A questão é: cada vez mais as cidades, à medida em que crescem,  estão perdendo a capacidade de permitir que as pessoas se desloquem com qualidade.

Nas grandes metrópoles brasileiras o simples ir e vir da casa para o trabalho  virou um problema nos últimos anos, prejudicando (muito!) a qualidade de vida.

O uso do carro tem sido um dos principais vilões nessa história. Hoje temos uma média de 1 automóvel para cada 4,4 habitantes. Em cidades grandes, isso gera congestionamentos problemáticos e impede o deslocamento fluído – pois o transporte “pessoal” afeta também o transporte “público”.

Consequência prática: perde-se muito  tempo com trânsito cada vez mais lento e engarrafamentos. E falta tempo para buscar os filhos na escola, curtir um jantar com a família ou amigos e praticar outras atividades de lazer.

A qualidade de vida dos brasileiros é impactada negativamente pelo trânsito. Um estudo realizado pela Ipsos estima que, em média, perde-se 1h20 em deslocamentos de ida e volta para as principais atividades do dia. Tempo que, somado, dá pelo menos 32 dias por ano. Além de estresse, atrasos, acidentes e vidas interrompidas, o custo com congestionamento no país chega a R$ 267 bilhões por ano, o que corresponde a cerca de 4% do PIB. É muito desperdício de vida. A Mobilidade Urbana torna-se cada vez menos Humana.

pirâmide da mobilidade urbana

O crescimento das cidades

crescimento das cidadesO planejamento de soluções para as cidades é extremamente complexo.

Primeiro: há um deslocamento cada vez maior do campo para as cidades. A automação e a mecanização da atividade agropecuária demandam cada vez menos mão-de-obra. As pessoas migram do campo para as cidades em busca de trabalho e melhores condições de vida, crescimento pessoal etc. Com isso, as cidades crescem mais do que seria normal pelo crescimento vegetativo da própria população, ganhando cada vez mais uma população “extra” que vem “do campo” para a “cidade”. E é muito difícil prever e planejar bem esse crescimento adicional. Quanto mais gente, maior a necessidade de melhorar as soluções de mobilidade urbana.

Nas grandes cidades brasileiras, de modo geral, a expansão urbana se deu e ainda se dá como decorrência de um grande fluxo migratório das áreas rurais para as cidades –  sem que seja possível oferecer um proporcional aumento de infraestrutura que sempre atenda às necessidades desse rápido crescimento.

Segundo: quanto maior a cidade, mais “polarizadora” ela é. Cidades maiores funcionam como verdadeiros imãs, atraindo pessoas de cidades vizinhas menores – pois apresentam maior oferta de trabalho, melhores salários, mais oportunidades de empreender – e vai por aí. Além disso, as pessoas de cidades menores se deslocam para as cidades maiores na busca de melhores serviços (por exemplo, serviços médicos mais qualificados) e comércio mais atrativo (grandes shoppings, por exemplo). O fato de as pessoas não residirem no município somente intensifica e torna mais complexas (e caras) as soluções de mobilidade urbana. Não são habitantes, mas são usuárias e “competem” com os habitantes.

Para ser ter uma ideia da nossa realidade (2019), segundo o IBGE:

  • Mais da metade da população brasileira vive em apenas 5.6% dos municípios;
  • Um em cada três brasileiros mora em 48 municípios com mais de 500 mil habitantes. Cerca de 66,5 milhões de brasileiros (31,7%) residem nos 48 municípios com mais de 500 mil habitantes (0,9% dos 5.570 municípios).

Terceiro: As principais vias de uma cidade (ruas e avenidas) são inelásticas, ou seja, sua capacidade de tráfego não se expande com o crescimento e soluções para essa “expansão”, quando possível, demandam investimentos altíssimos – além de obras bastante complicadas. Junte-se a isso o adensamento populacional em áreas mais centrais, de pequena extensão relativa. No início, é um sinal de progresso e modernidade: mais prédios para se morar e trabalhar, grandes shoppings…. Depois, essa modernidade acaba se tornando uma fonte se sérios problemas que complicam muito a capacidade de deslocamento dos indivíduos. E viver nessas regiões mais centrais passa a ser mais caro (imóveis com maior valor e maiores impostos).

Quarto: O encarecimento das regiões centrais se casa com a queda da oferta de imóveis novos, empurrando a expansão do município para as periferias. Comumente as periferias são ocupadas por famílias de menores faixas de renda. Em várias cidades brasileiras isso gera “cinturões de pobreza” bastante adensados. Esse adensamento em geral é bem mais rápido do que a capacidade de oferecer serviços públicos nessas regiões. Isso acentua os problemas de deslocamento dentro dos perímetros urbanos: os equipamentos públicos e a oferta de emprego permaneceram concentrados espacialmente (nos centros), enquanto o espaço urbano se expande (para as periferias). Esse contexto gera  fluxos populacionais em geral de mesma direção: maior deslocamento para regiões mais centrais para realizar atividades cotidianas ao longo do dia e maior fluxo às periferias no final do dia, retornando para seus domicílios. A despeito de terem menor renda, os habitantes das periferias têm que deslocar mais – gastando tempo e dinheiro nessa locomoção. Qualquer aumento nas tarifas de passagens ou em combustíveis afeta, em primeira mão, justamente esse pessoal de menor renda.

Mais que fazer planejamento urbano, é preciso mudar o “mindset” dos gestores públicos e a cultura das empresas

mindsetPara resolver problemas de mobilidade, as prefeituras adotam soluções que tornam a vida dos cidadãos cada vez mais complicadas – e caras.

Exemplos:

  • Rodízios para automóveis particulares;
  • Restrições de horário para automóveis, entregas, coletas, etc.;
  • Parquímetros / Zonas Azuis, com restrição de tempo (e caros);
  • Zonas de pedágio nas regiões centrais (em moda no exterior, mas já-já chega aqui no Brasil). Ações de pedágio urbano, como as feitas em Londres, transferem aos donos dos veículos os custos sociais de sua escolha, com a cobrança de tarifas diferentes para o uso de vias em horários de maior pico…  são ações que suscitam bastante polêmica.

Como o transporte público em geral é insuficiente e ao mesmo tempo relativamente caro – especialmente para a população de menor renda, pois pesa mais no seu orçamento – o sonho de todo brasileiro é ter seu carro próprio (o que é amplamente estimulado, claro, pelas montadoras). E quem tem maior renda, para driblar rodízios de placas, por exemplo, chega a adquirir um segundo veículo – e se locomove a semana toda – “burlando” o sistema.

O modelo de mobilidade ao qual nos habituamos foi pensado para os automóveis – e não para as pessoas. Se os gestores municipais pensassem mais nas pessoas e na qualidade de vida de seus munícipes, é óbvio que incentivariam muito mais o transporte coletivo que o transporte individual.

O mindset “atrasado” dos Gestores Públicos

Mas o “mindset” (jeito de pensar) da maioria dos prefeitos (e seus vereadores) ainda está no século passado. A legislação orgânica dos seus municípios idem.

Oferta de ônibus precária e cara

Por exemplo, os contratos com empresas de ônibus urbanos envolvem valores elevadíssimos e em geral são de longo prazo. Em geral, são uma porta aberta para a corrupção, pois sabe-se que a “população” não tem como fiscalizar esses contratos.

Aqui em Campinas, por exemplo, as tarifas de ônibus já são as mais altas do Brasil. E acabam de ser majoradas em mais de 5%, bem acima da inflação. A moça que vem aqui em casa  uma vez por semana, ajudar aqui na manutenção da casa (faxina, roupas etc.), vai gastar R$ 10 para vir e voltar para casa dela. Como ela recebe R$ 100 pelos serviços, 10% de seu trabalho vai simplesmente pagar o transporte. Para o Prefeito – e os Vereadores – que certamente não usam ônibus, o quase R$1 de aumento na passagem é nada. Para a moça, é uma mordida de mais de 2% da sua renda.

O pior que isso é que esses contratos “renovados” também não buscam nenhuma contrapartida das empresas prestadoras de serviços. Elas continuam usando ônibus velhos, que vivem quebrando e interrompendo o fluxo dos passageiros. Não se aumenta, nem se especifica, o nível mínimo de qualidade de atendimento: tem que ter um ônibus a cada “x” minutos… Não se exige nenhuma melhoria nos ônibus, como ar-condicionado ou wi-fi – que são comuns hoje no mundo civilizado. E necessários numa cidade quente como Campinas – onde todo mundo tem, ao menos, um celular, mesmo que não tenha computador (97% dos brasileiros usam smartphone para se conectar à internet).

A transformação digital ainda não chegou na cabeça dos gestores públicos

transformação digital nas cidades

Outro exemplo: Campinas é uma cidade “chata”, avessa ao transporte coletivo por aplicativos como o Uber. Criou um monte de regras para desincentivar esse tipo de oferta, atendendo ao lobby dos motoristas de táxi tradicionais (várias cidades têm agido assim, impensadamente). Atendendo a lobbies de associações de motoristas que continuam dormindo no “ponto de táxi” até o velho telefone (do ponto) tocar. Seria muito mais inteligente e sensato ajudar os motoristas de táxis tradicionais, que no passado pagaram uma fortuna para a Prefeitura para poderem ter sua placa vermelha, a oferecer o mesmo padrão de serviços, via APP. Criando um APP tipo – “Táxi Público”. Ajudando os taxistas a oferecerem um serviço melhor – e mais barato. Vender placas vermelhas é definitivamente algo do século passado.

Num novo mindset, a prefeitura devia dar graças a Deus por ter oferta de mais serviços de transporte por aplicativos móveis para seus munícipes – que são melhores e baratos, porque há muita competição. Sem que as Prefeituras tenham que investir. Os aplicativos de mobilidade urbana existem para facilitar a locomoção, seja em trajetos curtos ou longos e tem a vantagem de desincentivar a aquisição de veículos próprios (quem faz as contas na ponta do lápis descobre que é muito mais barato usar o transporte particular via aplicativo do que comprar e manter um automóvel. Mesmo considerando que uma vez por ano a pessoa tenha que alugar um carro para viajar nas suas férias).

Outro fator importante: os motoristas são na verdade microempreendedores individuais, que investem seus recursos próprios para oferecer serviços. Muitos estariam desempregados se não tivessem essa opção, aumentando o tamanho da crise que o país atravessa há anos. É fator gerador de riqueza ou, pelo menos, diminuidor de pobreza e problemas sociais.

Outro ponto: a transformação digital impacta positivamente a mobilidade urbana de outras formas.

  • Os aplicativos de compras e entregas diminuem a necessidade de deslocamento das residências até os centros comerciais da cidade, facilitando a vida de muitas pessoas. São importantíssimos para melhorar a logística de distribuição de produtos e deveria ser incentivado;
  • Os aplicativos de micromobilidade, tipo “Uber” para bicicletas, ajudam pedestres a se locomoverem sem usar transporte público ou individual. São veículos alternativos que ajudam a diminuir as emissões de gases nocivos, diminuindo a poluição das cidades e contribuindo para a sustentabilidade ambiental;
  • Os aplicativos de carona permitem compartilhar  viagens, seja dentro da cidades ou em rotas intermunicipais – e também deveriam ser incentivados.;
  • Os aplicativos de navegação são excelentes para os cidadãos escolherem as melhores rota, saber quais são as melhores alternativas de deslocamento e inclusive descobrir onde e quando passa um ônibus. Eles ajudam a sair do ponto A e chegar ao ponto B sem complicações ou surpresas, da forma mais rápida, eficiente e econômica.

O automóvel próprio ainda  é visto como fonte de receitas (embora gere necessidade de investimentos muito maiores que as “receitas”)

Finalizando, o uso do transporte público não é incentivado porque exigiria mais transporte público. E isso exigiria mais investimentos e planejamento urbano das Prefeituras. Simples como isso. É muito mais fácil enxergar e tratar o transporte individual como “gerador de impostos” (via IPVA anual) e via a “indústria de multas”. Em Campinas hoje se arrecada R$10 milhões por mês só com multas, R$120 milhões por ano. O “serviço” é terceirizado, não exige investimentos e é altamente rentável. Já o IPVA de quase 550 mil veículos (1 a cada 2 habitantes!) gera R$ 533 milhões por ano (2019). Juntando os 2, isso dá 10% das receitas do município, orçada em R$ 6,2 bilhões para 2020.

Esse dinheiro vem fácil – mas não resolve os problemas com a emissão de poluentes, que é provavelmente o segundo maior desafio colocado para a mobilidade urbana. Os centros urbanos são em geral áreas em que há acúmulo de gases poluentes emitidos por veículos motorizados. Aproximadamente um quinto de toda a emissão de CO2 é gerado por veículos que utilizam combustíveis fósseis. E o pior: a cidade se desumaniza, pois cada vez mais ela é adaptada para carros –  e não para as pessoas que nela vivem…

cidades para carros versus cidades para pessoas

O problema da Cultura das Empresas

A internet tem mais de 30 anos, já está ficando “velhinha”.

Antigamente, você era obrigado a se deslocar até a empresa, ligar o computador lá – e operar o seu trabalho de lá, dentro do computador da empresa.

Hoje, os sistemas da empresa em geral não estão mais dentro da empresa. Estão na nuvem (que a Dilma ainda está “auditando” a nuvem par verificar se existe mesmo).

Antigamente, quase toda empresa precisava ter estacionamento, espaço com mesa de trabalho, computador à disposição. Crescer, escalar o negócio, além de questões mercadológicas, sempre envolvia significativos problemas de logística e infraestrutura,

Com os sistemas em nuvem, tudo ficou mais fácil. Dependendo do negócio, é possível ter funcionários trabalhando em casa, sem necessidade de qualquer deslocamento. Claro que o empresário precisa mudar também seu mindset, aprendendo a lidar com essa nova possibilidade, estabelecendo metas claras para seus colaboradores e efetuar “cobranças” por resultados efetivamente alcançados. Isso implica em “medir” o desempenho por resultados e não mais pelo controle de horário ou tempo dispendido. O fato de as pessoas não precisarem sair de casa para trabalhar, fazendo o chamado “Home Work” (ou teletrabalho), tem impactos extremamente positivos  na Mobilidade Urbana.

Para as pessoas, os benefícios de trabalhar em casa são múltiplos:

  • Reduz o estresse com locomoções e ajuda a economizar, no mínimo, uma hora por dia só com o deslocamento;
  • É possível comer em casa, o que em geral é mais barato do que comer fora, mesmo em restaurantes simples;
  • As empresas podem pagar maiores salários, pois reduzem os custos com aluguel de espaço físico, eletricidade, água, seguros, segurança e infraestrutura de apoio.

trabalho feito em casa - home work

Mesmo nos USA, apesar de seus muitos benefícios, a revolução do teletrabalho ainda está começando: 8 milhões de trabalhadores, ou 5,2% de todos os funcionários com 16 anos ou mais, trabalham em casa em tempo integral, segundo dados do Census Bureau. Mas já há um significativo número de cidades onde 10% a 20% da força de trabalho trabalha em casa. Essas cidades têm  uma interessante característica em comum: a taxa de desemprego é menor que a média nacional e  a renda média é mais elevada que a média do país. As taxas de pobreza também são menores.

Claro que nem todas as profissões são adequadas para se trabalhar em casa. A maioria dos trabalhos de mão-de-obra certamente não é –  e quaisquer ocupações de “colarinho branco” que exijam interação cara a cara provavelmente também não são adequadas. Porém, trabalhos como por exemplo desenvolvimento de software possuem fluxos de trabalho independentes e permitem que as pessoas façam reuniões por telefone podem perfeitamente derem feitos “em casa”.

Nos USA, Scottsdale é a capital que mais  se  trabalha em casa: um em cada oito trabalhadores. Além do grande número de empregos em telecomunicações, Scottsdale também ficou entre os cinco primeiros municípios em taxa de desemprego e pobreza. Scottsdale chega ao 16º lugar em custos de moradia como porcentagem da renda, tornando-a a cidade mais acessível em relação à renda, entre os 10 primeiros. No Brasil ainda não temos estatísticas – mas certamente o trabalho em casa vai cada dia mais deixar de ser tabu.

O que andam fazendo pelo mundo, para melhorar a Mobilidade Urbana?

Um caminho para melhorar a mobilidade urbana é estudar e entender a cultura (e como funcionam) algumas das cidades consideradas referências mundiais em mobilidade. Nessas cidades hoje  a marca registrada é o estímulo a combinações de meios de locomoção (modais) que dispensem o uso de carros particulares. E a mudança de mentalidade: Mobilidade Urbana para Mobilidade Humana.

A mobilidade urbana passou a ser repensada. Há um real interesse em trazer de volta o seu sentido primário e original: melhorar a qualidade de vida das pessoas de forma sustentável. Isso inclui aspectos econômicos, sociais e políticos.

Plano de Mobilidade Urbana

Para atingir esses objetivos, o poder público precisa se comprometer fortemente. Oferecendo à população um plano de mobilidade urbana. Esse plano contém todas as previdências a serem traçadas para que a cidade seja um  espaço público que tenha  maior qualidade de vida, num conceito de “mobilidade urbana sustentável”.

Plano de Mobilidade Urbana

Em síntese, Plano de Mobilidade Urbana é um conjunto de diretrizes pensadas para melhorar o deslocamento sustentável das pessoas em uma cidade, sempre de olho resultados positivos na qualidade de vida (veja nas referências um desses planos, feito para Itajaí. É um ótimo exemplo).

Toda cidade brasileira com elevado número de habitantes pode (e deve) desenvolver seu plano de mobilidade urbana. É algo que nem o Prefeito nem seus Vereadores podem deixar para o futuro.

É preciso se antecipar em relação ao futuro, pensando também na vida de nossos filhos e netos: como garantir acessibilidade, segurança, eficiência, qualidade de vida, preservando o  dinamismo econômico, promovendo a  inclusão social – e preservando o meio ambiente. Não é uma tarefa simples – mas tem que ser feita.

Mobilidade Humana

Muitas cidades estrangeiras priorizam a mobilidade humana em seus planos de governo e, por isso, criam alternativas ambientalmente corretas e econômicas, que contemplam toda a população.

Nos quatro cantos do planeta, metrôs, ônibus e táxis fazem parte da rotina de milhões de usuários, que diferentemente dos brasileiros, preferem deixar o carro em casa – ou até mesmo desistem de ter um automóvel.

É preciso incentivar a sociedade a se comprometer e a  protagonizar iniciativas para transformar a mobilidade nas cidades, tornando-a mais humana, inteligente e segura.

Cidades inteligentes são cidades onde, além de tecnologia, os cidadãos também participam de forma inteligente em tudo o que acontece. A cidade do século XXI é uma cidade viva, um grande ser senciente, construído pela coletividade. É nas cidades que as pessoas vivem interagem – elas não vivem no Estado ou na Federação!

Há um enorme trabalho pela frente: conscientizar e educar as pessoas sobre os todas decorrências  da mobilidade, de modo que elas percebam que têm um papel importante a cumprir, como coletividade, para resguardar, aprimorar e desenvolver para melhorar a mobilidade urbana. Inclusive cobrando, além de planejamento, ações efetivas de seus governantes locais.

Alguns dos melhores transporte públicos do mundo

1. Hong Kong

É uma das cidades mais populosas do mundo. Tem mais de seis mil habitantes por quilômetro quadrado. Todo o sistema de transporte público é pensado para acompanhar o intenso fluxo de usuários. Entre as principais medidas, há ônibus de dois andares e uma rede de metrô extensa, rápida e bastante segura.

Cerca de 90% dos habitantes da cidade utilizam o transporte público diariamente, usando um cartão conhecido como Octopus (ou polvo, em português) para pagar pelas viagens rapidamente.

2. Singapura

Esta cidade-Estado destaca-se pelo custo-benefício dos meios de transporte disponibilizados à população. O sistema público é composto de trens, ônibus e metrôs. Quando comparados aos serviços ofertados em outros países, são considerados extremamente baratos.

Segundo a pesquisa do Instituto McKinsey, os modais de transporte de Singapura são os mais seguros e sustentáveis do mundo inteiro.

A percepção dos usuários comprova isso! Mais de 80% da população está satisfeita com o sistema de transporte e boa parte dela se beneficia de um desconto especial para trabalhadores ou da gratuidade do transporte para crianças.

O que fez com que Singapura desenvolvesse um sistema tão incrível foi a tecnologia. A gestão automatizada dos ônibus e trens faz com que eles circulem com mais precisão e pontualidade.

3. Paris

A capital da França não é só uma das cidades mais apaixonantes do mundo. Ela também conta com o terceiro melhor sistema de transporte de todo o globo, ainda segundo a pesquisa do Instituto McKinsey.

O metrô de Paris cobre uma área de 214 quilômetros e o sistema é composto por 303 estações. Na Europa, apenas o metrô de Moscou recebe mais visitantes diariamente. Além disso, os ônibus da cidade luz conectam as áreas de subúrbio a regiões centrais, facilitando esse deslocamento.

4. Copenhague

O sistema público de transporte em Copenhague, na Dinamarca, é um dos mais admirados em todo o mundo. O motivo: essa é uma das cidades mais amigáveis para a utilização de modais alternativos, como a bicicleta. São tantas as ciclovias espalhadas pela cidade e a disponibilidade de bicicletas compartilhadas, que 45% da população usa as bikes para se deslocar, percorrendo mais de um milhão de quilômetros todos os dias.

Há vários incentivos para o sucesso desse cenário. O transporte sobre duas rodas conta com pistas exclusivas, sinalização especial para ciclistas e um plano para a criação de redes, chamadas de greenways, que conectam a cidade de ponta a ponta, cobrindo mais de 100 km e 22 rotas diferentes.

O planejamento viário de Copenhague é baseado em torno dos pedestres e dos ciclistas. Além disso, metrôs e ônibus cobrem a cidade por completo e o City Pass é cobrado por tempo de uso, permitindo que cidadãos e visitantes utilizem esses veículos por 24, 48, 71 ou 120 horas.

A cidade de Copenhague é conhecida mundialmente pela cultura de valorização da bicicleta, afinal, metade da população se locomove com ela. Junto ao uso das bikes, por exemplo, o sistema de sinais de tráfego inteligentes consegue identificar a aproximação de veículos nas vias (sejam eles bicicletas, carros ou ônibus). Além disso, a quantidade de ciclistas que se aproximam do cruzamento é detectada, portanto, o semáforo fica aberto por mais tempo, de acordo com a quantidade de pessoas, permitindo que todos cruzem as ruas.

5. Seul

Ir de um ponto a outro de Seul é fácil para as mais de dez milhões de pessoas que circulam pela capital todos os dias, número que chega a 25 milhões se considerarmos toda a região metropolitana.

O metrô, os ônibus e os táxis são os métodos favoritos para chegar às principais atrações turísticas. Usando o Seoul Pass, é possível fazer até 20 viagens em um só dia. Assim como em Singapura, o transporte em Seul é muito barato e cerca de um dólar é o suficiente para percorrer 10 km.

6. Berlim

A cidade alemã tem o sistema de transporte público mais amigável e confiável do mundo, com uma experiência agradável para mais de um milhão e meio de pessoas que transitam todos os dias pela capital. Nos horários de pico, não há um intervalo de mais de cinco minutos entre um trem e outro.

Além disso, a maior parte do tráfego da cidade acontece debaixo da terra, pelo U-Bahn e S-Bahn, um sistema de trens rápidos que atendem tanto as áreas centrais quanto os subúrbios.

7. Nova Iorque

Com mais de dez milhões de usuários todos os dias, o sistema de transporte coletivo de Nova Iorque é um dos mais extensos do mundo.

A partir da Segunda Revolução Industrial ela ganhou seu primeiro metrô. Hoje, 67,2% da população vai ao trabalho utilizando o transporte público.

A chamada “Big Apple” é a única cidade nos Estados Unidos em que menos da metade da população possui carro. Dentre os efeitos positivos desse sistema que incentiva o uso do transporte público, pode-se observar a taxa de obesidade dos nova iorquinos, que é muito menor quando comparada às estatísticas do resto do o país.

8. Beijing

A cidade tem linhas expressas que conectam todo o sistema de transporte aos subúrbios, estradas que ligam a capital a todas as áreas do país e, pelo menos, cinco milhões de carros nas ruas. Nesse cenário, há um grande desafio para fugir do tráfego, e o governo o controla com 21 linhas de metrô, 628 km de trilhos e 324 estações que conectam o cidadão às linhas suplementares de ônibus, tróleis, trens e BRTs.

Os passes são válidos de três dias a um mês e há restrições para que os carros possam circular pela cidade, em rodízio. O programa é positivo, pois faz os donos de automóveis migrarem para o transporte público.

Bicicletas são muito populares em toda a China e, em Beijing, há mais de nove bilhões delas. Um programa governamental quer aumentar o uso dos veículos de duas rodas em 4% com a construção de ciclovias tão largas quanto três pistas de carros.

9.Zurique

Em Zurique, na Suíça, a maioria da população se locomove a pé ou com auxílio de dois modais: ônibus e trams – que funciona como um bonde sobre trilhos. A  cada 300 metros é possível encontrar um ponto de ônibus ou tram. Além disso, medidas sustentáveis, como a troca de ônibus a diesel por elétricos, e o investimento em ciclovias ajudam a deixar a cidade menos poluente.

Referências

IBGE: Mais da metade da população vive em apenas 5.6% dos municípios https://oglobo.globo.com/brasil/ibge-mais-da-metade-dos-brasileiros-mora-em-apenas-56-dos-municipios-21763856 e https://oglobo.globo.com/brasil/ibge-mais-da-metade-dos-brasileiros-mora-em-apenas-56-dos-municipios-21763856

IBGE: Um em cada três brasileiros mora em 48 municípios com mais de 500 mil habitantes https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/25280-um-em-cada-tres-brasileiros-mora-em-48-municipios-com-mais-de-500-mil-habitantes

O que é um aplicativo de mobilidade urbana? https://usemobile.com.br/aplicativo-mobilidade-urbana/

Os 13 Melhores Aplicativos de Transporte https://www.cissamagazine.com.br/blog/melhores-aplicativos-transporte

Campinas tem 103,9 mil veículos em circulação com IPVA 2018 vencido, diz estado https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2019/01/15/campinas-tem-1039-mil-veiculos-em-circulacao-com-ipva-2018-vencido-diz-estado.ghtml

Livro Cidades Inteligentes: Por que, para quem? – Lucia Santaella

Desigualdade Em Movimento – https://oxfam.org.br/publicacao/desigualdade-em-movimento/

Você sabe o que é mobilidade urbana e qual o seu impacto na arquitetura? – https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/o-que-e-mobilidade-urbana/

Mobilidade urbana: o desafio para as cidades no século XXI

https://oxfam.org.br/noticias/mobilidade-urbana-o-desafio-para-as-cidades-no-seculo-xxi/?gclid=CjwKCAiA3uDwBRBFEiwA1VsajDlQg4umKxOlA8wwAk8O7szBPaR19DpqjSJYJAkU8urWMbJTXNtpqBoCGx8QAvD_BwE

Como a tecnologia e as iniciativas internacionais podem ajudar a mobilidade brasileira?

https://www.onmobih.com.br/como-a-tecnologia-e-as-iniciativas-internacionais-podem-ajudar-a-mobilidade-brasileira/

Você sabe o que é mobilidade urbana e qual o seu impacto na arquitetura? – https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/o-que-e-mobilidade-urbana/

Recife: décimo lugar entre as metrópoles do mundo onde se perde mais tempo no trânsito e campeã da demora entre as cidades brasileiras

https://veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/recife-decimo-lugar-entre-as-metropoles-do-mundo-onde-se-perde-mais-tempo-no-transito-e-campea-da-demora-entre-as-cidades-brasileiras/

Para o bem ou para o mal: o uso da tecnologia influencia diretamente em nossas vidas

https://www.onmobih.com.br/a-tecnologia-transformando-vidas-instituto-mobih/

Plano de Mobilidade Urbana de Itajaí – https://static.fecam.net.br/uploads/1527/arquivos/844790_Apresentacao_Final_PlanMob.pdf 

8 lugares com os melhores transportes públicos do mundo

https://www.onmobih.com.br/8-lugares-com-os-melhores-transportes-publicos-do-mundo/

Multas Janeiro-Novembro 2019 – EMDEC – http://www.emdec.com.br/transparencia/upload/multas/MultasTransito_2019.pdf?time=0.35645800%201579713373