Provavelmente você não sabe o que é um microcrédito. Você e milhões de pessoas, não se preocupe.

O microcrédito é um empréstimo, uma capitalização para você viabilizar um negócio que tem em mente. Ou seja, uma injeção de dinheiro em um negócio que você quer fazer.

No microcrédito os juros são muito baixos, não são juros comerciais, normais.

No microcrédito assistido e orientado, uma pessoa acompanha você desde o início da sua ideia. Ela analisa o que você quer fazer. Com você, analisa para quem vai vender. Estuda quanto pode ter de receita, faturamento. Estima qual será o seu lucro nas vendas. A partir daí dimensiona um crédito inicial que considera a sua capacidade de pagá-lo, em quanto tempo.

Documentação e Garantias

Ah, você não tem documentos em ordem? Não consegue nem abrir uma conta bancária, quanto mais fazer um empréstimo convencional? Isso não importa. O agente de microcrédito – a pessoa que vai conhecer você, e o que você pretende fazer – vai ajudá-la da mesma forma.

O objetivo é que você possa desenvolver a sua ideia: produzir o produto que pretende vender ou oferecer o serviço que você quer prestar.

Parece mágica? Não é. Milhares e milhares de pessoas no Brasil já se beneficiaram do microcrédito.   Veja estas declarações na minha lista do Youtube.

Se o microcrédito é tão bom, por que o governo não o incentiva mais?

Não sei responder a esta questão. O fato que analisei – olhando os dados do BNDES – é que eles tiveram a seguinte postura nos últimos anos:

  • Bolsa Família (puramente assistencialista e que não gera renda e não tira ninguém da miséria, perpetuando a relação de assistência): R$ 29 bilhões;
  • Empréstimos a empresas do grupo JB (sim, do Joesley): R$ 14 bilhões;
  • Linha de crédito para microcréditos: R$ 1 bilhão.

Escrevi ao BNDES perguntando qual a política atual. Nenhuma resposta.

O Bolsa Família é um programa que gera votos para um governo que pretende ser liberal – mas no fundo é puramente populista. Quanto mais assistencialista, melhor. Tanto é que, com a Pandemia, estão querendo elevar o alcance do Bolsa Família para uma espécie de Renda Brasil, um “Bolsa Família ampliado”.

Trata-se de manter as pessoas na miséria, quanto mais melhor, e conquistar votos para se perpetuar no poder. Uma vergonha total e absoluta. É uma delícia descer numa cidade do Nordeste, vestir chapéu de cangaceiro e anunciar que vai fazer um Bolsa Família ampliado. Garante a reeleição. Mas mantém os pobres tão pobres quanto antes.

Campinas e o Microcrédito

Eu não sei o que acontece. Campinas tem muitas medalhinhas. Cidade mais inteligente do Brasil, por exemplo, é uma delas.

As estatísticas oficiais também são brilhantes: aqui, teoricamente, se investe mais em Educação e Saúde do que a Constituição define para os municípios. Aqui, enquanto o saneamento básico no Brasil atinge 50%, o índice de Campinas é de 98% ou mais.

Quando comecei a estudar Campinas, vi que havia 2 Campinas: uma oficial, outra ignorada. A ignorada é a da periferia da cidade, que teve terras invadidas: não há água encanada, não há esgoto, não há serviços básicos, não há asfaltamento – etc. O povo que “invadiu” as áreas periféricas é desconsiderado. Não entra nas estatísticas. Assim, as estatísticas oficiais são lindas – mas a realidade das pessoas da periferia e de terras invadidas é outra coisa.

Este “povinho sofrido”, que vive à margem das estatísticas oficiais, precisa sim de apoio. Muito apoio. Não podemos ignorá-los, como se fossem párias da sociedade. É preciso que os vereadores da cidade atentem também para essa população. E desenvolvam programas para inseri-los na cidadania da cidade. O microcrédito é apenas uma das ferramentas para isso, na medida em que transforma desempregados em microempreendedores, por exemplo. Há muito a ser feito.

Recomendo que você assista a live NOVO NA WEB, com o especialista no assunto, Fábio Boa Sorte. Você vai gostar!

 

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